Direito de imagem: https://antropocene.it/wp-content/uploads/2017/05/Calendula_officinalis.jpg

  Publicado em: 12/01/2021
  Alterado em: 26/07/2021
Vizualizações: 2880
Número de cadastro: 11

Deseja receber informações sobre plantas medicinais no seu email?


NOME BOTÂNICO:
Calendula officinalis L.
FAMÍLIA:
Asteraceae.
NOME POPULAR:
Calêndula, bonina, flor-de-todos-os-males, malmequer, malmequer-do-jardim, maravilha. maravilha-dos-jardins, margarida-dourada, verrucária.
DESCRIÇÃO BOTÂNICA:
Herbácea anual, ereta, ramificada, de 30-60 cm de altura, nativa da Ilhas Canárias e região Mediterrânea. Folhas simples, sésseis, de 6-12 cm de comprimento, Flores amarelas ou alaranjadas, dispostas em capítulos terminais grandes. Multiplica-se por sementes.
FITOQUÍMICA:
Rica em flavonoides, que são os marcadores da espécie - mínimo 0,4%, (isoquercitrina, quercetina, narcissina, neo-hesperidosídeo e rutina), terpenoides (α- e β-amirina, lupeol, longispinogenina), fitosteróis, polissacarídios, taninos e carotenoides. O óleo essencial é constituído principalmente de mentona, isomentona, cariofileno, pedunculatina, α e β-ionona.
MARCADOR:
Flavonoides.
ALEGAÇÕES:
Inflamações e lesões, contusões e queimaduras.
PARTE UTILIZADA:
Flores.
VIA DE ADMINISTRAÇÃO:
Tópico.
USO:
Adulto e Pediátrico acima de 12 anos.
POSOLOGIA E FORMA DE USAR:
Infusão: 1-2 g (1 a 2 colheres de chá) em 150mL (xícara de chá). Aplicar compressa na região afetada 3 vezes ao dia.
Infusão: 1 colher de sobremesa das pétalas das flores picadas em 1 xícara de chá de água fervente. Deixar descansar tampada por 10 min, coar e tomar 1 xícara antes das principais refeições. O chá pode ser utilizado externamente em compressas e gargarejos. Pode ser usado para lavar os olhos em casos de conjuntivite, mas redobre o cuidado para coar bem, e no manuseio e higiene do material utilizado no preparo do chá.
Cremes e unguentos: a 10%
Óvulos vaginais: a 10%
Tintura a 10%: aplicações diretas ou em compressas
Tintura a 10%: 2 a 10 ml/dia
Extrato fluido: 0,5 a 2 ml/dia.
FORMULAÇÕES CASEIRAS:
Afecções hepáticas; menstruação (dolorosa ou insuficiente): em 1 xícara (chá), coloque 1 colher (sobremesa) de flores e adicione agua fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara (chá), 2 vezes ao dia, antes das principais refeições. No caso de menstruação dolorosa ou insuficiente, comece o tratamento 10 dias antes do início da menstruação.
Afecções hepáticas; menstruação (dolorosa ou insuficiente); feridas; úlceras: acnes; inflamações purulentas: coloque 2 colheres (sopa) de flores em 1 xícara (chá) de álcool de cereais a 70%. Deixe em maceração por 5 dias. Coe em um pano, espremendo o resíduo. Para o uso interno, tome 1 colher (chá) diluído em um pouco de água, 2 vezes ao dia. Para uso externo, a tintura deve diluída com igual quantidade de água. Faça aplicações locais, com um chumaço de algodão, de 2 a 3 vezes ao dia.
Entupimento do canal lacrimal (dacriocistite): em 1 xícara (chá), colo que 1 colher (sopa) de flores e adicione água fervente. Abafe por 15 minutos, coe e espere esfriar. Faça aplicações nos olhos, com um chumaço de algodão, de 2 a 3 vezes ao dia.
Escaras de decúbito; feridas; úlceras: pruridos; eczemas (escamoso ou liquenóide); fungos da pele: em um recipiente, coloque 1 colher (sobremesa) de tintura, com 1 colher (sobremesa) de óxido de zinco, 1 colher (sopa) de vaselina e 1 colher (sopa) de lanolina. Misture bem, até adquirir uma consistência pastosa. Aplique nos locais afetados, 2 vezes ao dia.
Reumatismo; contusões; dores musculares: em um pilão, coloque 2 colheres (sopa) de folhas frescas. Amasse bem, até adquirir uma consistência pastosa. Espalhe em um pano ou gaze, aplique no local afetado e cubra com um pano. Deve ser aplicada 2 vezes ao dia, durante 15 minutos, ou deixe agir a noite toda.
CONTRAINDICAÇÕES:
Informação não encontrada na literatura citada.
EFEITOS ADVERSOS:
Pode causar dermatite de contato. Existe relato de anafilaxia com calêndula. Deve-se ter atenção especial ao potencial alérgico das espécies da família Asteraceae.
CURIOSIDADE E INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:
Informação não encontrada na literatura citada.
REFERÊNCIAS:
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada n. 10, de 9 de março de 2010. Dispõe sobre a notificação de drogas vegetais junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Diário Oficial [da] União da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 10 mar. 2010d. Não paginado. Disponível em: . Acesso em: 26 jul. 2021.
MILLS, S; BONE, K. The essential guide to herbal safety. Elservier. 2004.
WITCHL, M et al. Herbal drugs and phytopharmaceuticals. A handbook for practice on a scientific basis. 3 ed. Medpharm. CRC Press. Washington. 2004.

Compartilhe!