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  Publicado em: 12/01/2021
  Alterado em: 26/07/2021
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NOME BOTÂNICO:
Casearia sylvestris Sw.
FAMÍLIA:
Flacourtiaceae.
NOME POPULAR:
Guaçatonga, apiá-acanoçu, bugre-branco, café-bravo, café-de-frade, cafezeiro-do-mato, cafezinho do-mato, cambroé, chá-de-bugre, erva-de-bugre, erva-lagarto, erva-pontada, fruta-de-saíra guaçatunga, guaçatunga-preta, língua-de-teju, língua-de-tiú, para-tudo
DESCRIÇÃO BOTÂNICA:
Árvore de 4-6 m de altura, dotada de copa densa e arredondada, com tronco de 20 a 30 cm de diâmetro, nativa de quase todo o Brasil, principalmente no Planalto Meridional. Folhas persistentes, um tanto assimétricas na base, com glândulas, de 6 a 12 cm de comprimento. Flores pequenas, de cor esbranquiçada, reunidas em glomérulos axilares. Existem no Brasil outras espécies de Casearia conhecidas pelos mesmos nomes populares e com características similares.
FITOQUÍMICA:
Óleo essencial; saponinas; taninos; pigmentos antocianinas.
MARCADOR:
Informação não encontrada na literatura citada.
ALEGAÇÕES:
Tópico: Dor e lesões, como antiséptico e cicatrizante tópico.
Interno: Dispepsia (distúrbios digestivos), gastrite e halitose (mal hálito).
PARTE UTILIZADA:
Folhas.
VIA DE ADMINISTRAÇÃO:
Tópico e Interno.
USO:
Adulto e Pediátrico acima de 12 anos.
POSOLOGIA E FORMA DE USAR:
Infusão 2 a 4g (1 a 2 colheres de sobremesa) em 150 ml (xícara chá). Utilizar 1 xícara de chá 3 a 4 vezes ao dia.
FORMULAÇÕES CASEIRAS:
Halitose (mau hálito); gastrite; úlceras internas: em 1 xícara (chá), colo que 1 colher (sobremesa) de folhas frescas fatiadas e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara (chá), 10 minutos antes das principais refeições.
Gastrite; úlceras internas: coloque 2 colheres (sopa) de folhas secas picadas em 1 xícara (chá) de álcool de cereais a 60%. Deixe em maceração por 5 dias e coe em um pano. Tome 1 colher (café), diluído em um pouco de água, 10 minutos antes das principais refeições.
Escaras; feridas; úlceras varicosas; picadas de insetos: coloque 3 colheres (sopa) de folhas secas picadas em 1/2 litro de água em fervura. Deixe ferver por 10 minutos e coe. Aplique nas partes afetadas, com um chumaço de algodão, de 2 a 3 vezes ao dia.
Herpes labial; herpes genital: coloque 2 colheres (sopa) de folhas picadas em 1 copo de água em fervura. Desligue o fogo, espere esfriar e coe em um pano. Aplique nas partes afetadas, com um chumaço de algodão. No caso de herpes genital, faça banho de assento.
Gengivite; estomatite; aftas; feridas na boca: em um pilão, coloque 2 colheres (sopa) de folhas frescas, 1 colher (sopa) de glicerina e 2 colheres (sopa) de álcool. Amasse bem e coe em uma peneira fina. Aplique na parte afetada, com um chumaço de algodão, de 2 a 3 vezes ao dia.
CONTRAINDICAÇÕES:
Não utilizar na gravidez e lactação.
EFEITOS ADVERSOS:
Informação não encontrada na literatura citada.
CURIOSIDADE E INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:
O seu poder cicatrizante é tão forte que, diz a lenda, "o lagarto somente enfrenta a cobra se houver um pé de guaçatonga por perto. Se ele sair ferido, basta comer algumas folhas da planta"
REFERÊNCIAS:
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada n. 10, de 9 de março de 2010. Dispõe sobre a notificação de drogas vegetais junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Diário Oficial [da] União da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 10 mar. 2010d. Não paginado. Disponível em: . Acesso em: 26 jul. 2021.
ÍNDICE TERAPÊUTICO FITOTERÁPICO. EPUB. 2008.
LORENZI, H.; MATOS, F.J.A Plantas medicinais no Brasil. Nativas e exóticas. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2002.

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