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  Publicado em: 12/01/2021
  Alterado em: 26/07/2021
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NOME BOTÂNICO:
Citrus aurantium L.
FAMÍLIA:
Rutaceae.
NOME POPULAR:
Laranja-amarga, laranja-da-terra, laranja-azeda, laranja-bigarade, laranja-de-sevilha.
DESCRIÇÃO BOTÂNICA:
Árvore perenifólia, de copa globosa, muito espinhenta, de 4-6 m de altura. Folhas simples, aromáticas, de pecíolo alado, glabras, de cor verde-escura, medindo 5 a 10 cm de comprimento. Flores de cor branca, muito perfumadas, reunidas em pequenas cimeiras axilares. Frutos globosos do tipo baga, com casca grossa, de cor amarelo-alaranjada e rugosa, de sabor amargo, contendo muitas sementes. Diferencia-se das laranjas doces comuns por ter muito mais espinhos e possuir casca rugosa e muito grossa. É nativa do sudeste Asiático e cultivada em pomares domésticos em todo o Brasil.
FITOQUÍMICA:
Contem aproximadamente 0,2 a 0,5% de óleo essencial (citral limoneno linalool, α e β-pineno, β-mirceno, acetato de linalila, nerol, felandreno, α-terpineol e geraniol) substâncias amargas flavonoides (neo-hesperidina, naringina eriocitrina, tangeretina, nobiletina, sinensetina. auranetina e 5-hidroxiauranetina), alcaloides (sinefrina e N-metiltiramina), cumarinas e furanocumarinas voliteis (aurapteno, bergapteno), pectina, carotenoides (criptoxantina, luteoxantina, auroxantina e zeaxantina). O fruto imaturo é a parte mais rica em sinefrina.
O óleo essencial das flores é composto principalmente por linalool (28,5%), acetato de linalila, (9,6%), nerolidol (9,1%), E-farnesol (9,1%) α-terpineol (49%) e limoneno (4.6%).
MARCADOR:
Sinefrina.
ALEGAÇÕES:
Quadros leves de ansiedade e insônia, como calmante suave.
PARTE UTILIZADA:
Flores.
VIA DE ADMINISTRAÇÃO:
Oral.
USO:
Adulto e Pediátrico acima de 12 anos.
POSOLOGIA E FORMA DE USAR:
Maceração(*): 1 a 2g (1 a 2 colheres de chá) em 150 mL (xícara chá). Utilizar 1 a 2 xícara de chá, antes de dormir.
FORMULAÇÕES CASEIRAS:
Cicatrizante de espinhas; bactericida; antifúngico; antiinflamatória; acnes; coloque 10 botões florais em 1 xícara (chá) de água. Deixe em maceração por 1 noite, no sereno. Coe e adicione 1 colher de mel. Aplique no local afetado em forma de compressas.
Calmante suave; insônia; nervosismo: coloque 1 colher (sobremesa) de botões florais em 1 xícara (chá) de água. Deixe o recipiente em local ensolarado, no período das 9:00 h às 12:00 h. Coe e adicione igual porcentagem de conhaque. Tome de 10 a 15 gotas, diluídas em um pouco de água, de 2 a 3 vezes ao dia. principalmente à noite.
Gripes; resfriados; febres: em 1 xícara (chá), coloque 1 colher (sopa) de folhas picadas e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara (chá) à noite, antes de se deitar. Deve-se evitar o sereno da noite.
Banho relaxante: coloque 2 colheres (sopa) de botões florais, 2 colheres (sopa) de folhas picadas e 2 colheres (sopa) da casca do fruto picado em 1 litro de água em fervura. Deixe ferver em fogo brando, durante 15 minutos. Com e adicione à água da banheira. Tome banho de imersão durante 15 minutos, de preferência à noite, antes de se deitar.
CONTRAINDICAÇÕES:
Não deve ser utilizado por pessoas portadoras de distúrbios cardíacos.
EFEITOS ADVERSOS:
Informação não encontrada na literatura citada.
CURIOSIDADE E INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:
(*)Respeitar rigorosamente as doses recomendadas. Deixar em maceração por 3 a 4 horas.
Por ser uma planta muito vigorosa, foi utilizada por muito tempo como porta-enxertos (cavalo) de laranjas doces. Hoje, no Brasil, foi substituída pelo limão-cravo e o limão-rugoso-da-flórida, que são imunes às pragas.
O óleo essencial encontrado nos botões florais é utilizado na indústria de perfumaria.
REFERÊNCIAS:
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada n. 10, de 9 de março de 2010. Dispõe sobre a notificação de drogas vegetais junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Diário Oficial [da] União da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 10 mar. 2010d. Não paginado. Disponível em: . Acesso em: 26 jul. 2021.
GARCIA, AA. et al. Fitoterapia. Vademécum de prescripción. Plantas medicinales. 3ª ed. 1999.
WITCHL, M et al. Herbal drugs and phytopharmaceuticals. A handbook for practice on a scientific basis. 3 ed. Medpharm. CRC Press. Washington. 2004.

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