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  Publicado em: 03/02/2021
  Alterado em: 26/07/2021
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NOME BOTÂNICO:
Curcuma longa L.
FAMÍLIA:
Zingiberaceae
NOME POPULAR:
Açafrão, açafrão-da-índia, açafrão-da-terra, açafroa, açafroeira, açafroeiro-da-índia, batata- amarela, gengibre-amarelo, gengibre-dourada, mangarataia, turmeric (inglês).
DESCRIÇÃO BOTÂNICA:
Planta herbácea, perene, caducifólia, aromática, de folhas grandes longamente pecioladas, invaginantes e oblongo-lanceoladas. Flores amareladas, pequenas, dispostas em espigas compridas. As raízes terminam em um rizoma elíptico, de onde partem vários rizomas menores, todos marcados em anéis de brácteas secas. Cada rizoma mede até 10 cm comprimento e quando cortados mostram uma superfície de cor vermelha alaranjada. Tem cheiro forte agradável e sabor aromático e picante. Originária da Índia é cultivada em todo o mundo tropical.
FITOQUÍMICA:
Os curcuminoides (polifenóis) são os principais constituintes (cerca de 70 a 80%), dentre esses, a curcumina é o constituinte majoritário (cerca de 77%), seguido da demetoxicurcumina (cerca de 17%) e da bisdemetoxicurcumina (cerca de 3%) e outros constituintes em menor proporção. Essa mistura será genericamente chamada de curcumina daqui em diante. O óleo essencial (2,5 a 7%) é constituído por alcoóis sesquiterpênicos e cetonas, tais como bisabolona, germacrona, α e β-zingibereno, curcumeno, bem como monoterpenoides (p-cimeno, β-felandreno, terpinoleno, p-cimen-8-ol, 1-8 cineol e borneol), diterpenoides e esteroides. O rizoma seco apresenta entre 1,5 e 5% de óleo essencial constituído principalmente de sesquitepenoides responsáveis por seu sabor aromático e cheiro característicos, sendo a Ar-turmerona e a α-turmerona os principais sesquiterpenoides existentes nesse óleo (40%). Essa mistura de componentes voláteis é responsável pela característica aromática e confere sabor, enquanto a curcumina fornece a coloração amarela que a caracteriza como tempero e corante em alimentos. Contém também sais minerais (Ca, Mg, Fe, P, Na, K), carotenoides e polissacarídios (arabinogalactanos).
MARCADOR:
Curcuminoides.
ALEGAÇÕES:
Dispepsia (distúrbios digestivos). Como antiiinflamatório.
PARTE UTILIZADA:
Rizomas.
VIA DE ADMINISTRAÇÃO:
Oral.
USO:
Adulto e Pediátrico acima de 12 anos.
POSOLOGIA E FORMA DE USAR:
Decocção: 1,5g (3 colher de café) em 150mL (1 xícara de chá). Utilizar 1 xícara de chá 1 a 2 vezes ao dia.
FORMULAÇÕES CASEIRAS:
Digestivo estomacal; ativador da função hepática e da secreção biliar; flatulência: em 1 xícara (chá) coloque 1 colher (chá) de rizoma fatiado e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Ainda morno, tome em pequenos goles, 1 xícara (chá) de manhã, em jejum, e outra antes do almoço.
Digestivo estomacal; ativador da função hepática, da secreção biliar e da função renal; normalizador do colesterol; halitose (mau hálito) flatulência: em um pilão, coloque 2 colheres (sopa) de rizoma fatiado. Amasse bem e adicione 1 xícara (chá) de álcool de cereais a 80%. Deixe em maceração por 5 dias e coe. Armazene em vidro escuro, ao abrigo da luz solar. Tome 1 colher (café), diluído em um pouco de água, 10 minutos antes das principais refeições.
Feridas; escaras; erisipelas: coloque 1 colher (sopa) do rizoma fatiado em 1 copo de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos. Abafe por 10 minutos e coe. Aplique nas partes afetadas, em forma de compressas, 2 vezes ao dia.
Feridas; escaras; erisipelas; micoses: em 1 pilão, coloque 1 colher (sopa) de rizoma fatiado. Amasse bem e adicione 1 xícara (chá) de vinagre branco. Deixe em maceração por 5 dias e coe. Aplique no local afetado, com um chumaço de algodão, 2 vezes ao dia.
CONTRAINDICAÇÕES:
Não deve ser utilizado por pessoas portadoras de obstrução dos dutos biliares e em caso de úlcera gastroduodenal. Em caso de cálculos biliares (pedra na vesícula), utilizar somente sob avaliação médica.
EFEITOS ADVERSOS:
Não utilizar junto com anticoagulantes.
CURIOSIDADE E INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:
Obs.: quando estocada, a droga perde em torno de 0,5% do óleo essencial por ano.
REFERÊNCIAS:
ALONSO, JR. Tratado de fitomedicina. Bases clínicas e farmacológicas. ISIS Ed. Argentina. 1998.
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada n. 10, de 9 de março de 2010. Dispõe sobre a notificação de drogas vegetais junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Diário Oficial [da] União da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 10 mar. 2010d. Não paginado. Disponível em: . Acesso em: 26 jul. 2021.
GARCIA, AA. et al. Fitoterapia. Vademécum de prescripción. Plantas medicinales. 3ª ed. 1999.
OMS. Organização Mundial da Saúde. WHO monographs on selected medicinal plantas. Vol. 1. 1999.
WITCHL, M et al. Herbal drugs and phytopharmaceuticals. A handbook for practice on a scientific basis. 3 ed. Medpharm. CRC Press. Washington. 2004.

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