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  Publicado em: 10/02/2021
  Alterado em: 26/07/2021
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NOME BOTÂNICO:
Cynara scolymus L.
FAMÍLIA:
Asteraceae.
NOME POPULAR:
Alcachofra, alcachofra-comum, alcachofra-cultivada, alcachofra-de-comer, alcachofra-hortense, alcachofra-hortícola, alcachofra-rosa, cachofra.
DESCRIÇÃO BOTÂNICA:
Planta vivaz (perene) de até um metro de altura, com folhas compostas pinatifidas e espinhosas, sendo as superiores bem menores que as da base. Flores purpúreas, reunidas em um grande capitulo envolvido por grandes brácteas que são a parte comestível da inflorescência (foto menor ao lado). Fruto do tipo aquênio, oval, com um apêndice plumoso. E originária da região do mediterrâneo e cultivadas em todos os países de clima subtropical.
FITOQUÍMICA:
As folhas apresentam ácidos fenólicos (> 2%), principalmente ácidos clorogênico, cafeico, diéster do ácido quínico e cinarina (ácido 1,3-dica feoilquinico). Contêm também lactonas sesqui terpênicas amargas (cinaropicrina, aguerina Be grosheimina), flavonoides (0,1 a 1,0%) (apigenina 7-0 glucoronideo, rutina, hesperitina, quercetina escolimosideo, luteolina-7-O-rutinosideo, luteoli na-7-O-glucosideo), fitosteróis (lupeol, taraxaste. rol e B-taraxasterol), açúcares, inulina, enzimas e óleo essencial constituído principalmente de B-selineno, eugenol e cariofileno45. Os principais bioativos identificados são cinaropicrina, cinarina (ácido 1,3-dicafeoilquinico), ácido 3-cafeoilquinico (ácido clorogênico) e escolimosídeo.
MARCADOR:
Cafeoilquínico.
ALEGAÇÕES:
Dispepsia (distúrbios da digestão), hepatites, prevenção de hepatotoxicidade, colelitíases, discinesias biliares, estimulante do apetite, laxativo, diurético, lipemias, aterosclerose, auxiliar em anemias (as brácteas como alimento), síndrome do intestino irritável.
PARTE UTILIZADA:
Folha e bráctea.
VIA DE ADMINISTRAÇÃO:
Oral.
USO:
Adulto.
POSOLOGIA E FORMA DE USAR:
Infusão: 2g (1 colher de sobremesa) em 150 mL (xícara de chá). Infusão: Utilizar 1 xícara de chá 3 vezes ao dia.
Extrato seco (12:1): 500mg ao dia.
Extrato fluido (1:1): 2 mL, 3 vezes ao dia.
Tintura: 5 a 25 mL ao dia.
FORMULAÇÕES CASEIRAS:
Estimulante (hepático, vesicular e renal); artérias endurecidas; colesterol; diurético: coloque 1 colher (sopa) de folhas picadas em 1 xícara (chá) de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara (chá), 2 ou 3 vezes ao dia, antes das principais refeições.
Estimulante (hepático, vesicular e renal); artérias endurecidas; colesterol; diurético: coloque 2 colheres (sopa) de folhas fatiadas em 1 xícara (chá) de álcool de cereais a 70%. Deixe em repouso por 5 dias e coe. Tome 1 colher (café), diluído em um pouco de água, antes das principais refeições.
Estimulante (hepático, vesicular e renal); artérias endurecidas; colesterol; diurético: coloque 3 colheres (sopa) de folhas fatiadas em uma garrafa de vinho branco. Deixe em maceração por 5 dias, agitando às vezes e coe. Tome 1 cálice, antes das principais refeições.
Alimentação: lave muito bem 1 cabeça de alcachofra, coloque em água suficiente para cozinhar, adicionando 1 folha de louro. Deve ser consumida ao dente, isto é, nem moles e nem duras, de 2 a 3 vezes na semana.
CONTRAINDICAÇÕES:
Não deve ser utilizado por pessoas com doenças da vesícula biliar. Usar cuidadosamente em pessoas com hepatite grave, falência hepática e câncer hepático.
Na gravidez e em crianças menores de 12 anos, por insuficiência de dados; durante a lactação, devido à presença de substâncias amargas que podem alterar o sabor e a consistência do leite materno.
EFEITOS ADVERSOS:
Foram relatados casos de diarreia leve com espasmos abdominais, queixas epigástricas como náuseas e azia, bem como reações alérgicas. O uso pode provocar flatulência (gases), fraqueza e sensação de fome.
CURIOSIDADE E INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:
Pode provocar dermatite de contato em função da presença de lactonas sesquiterpênicas.
REFERÊNCIAS:
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada n. 10, de 9 de março de 2010. Dispõe sobre a notificação de drogas vegetais junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Diário Oficial [da] União da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 10 mar. 2010d. Não paginado. Disponível em: . Acesso em: 26 jul. 2021.
GARCIA, AA. et al. Fitoterapia. Vademécum de prescripción. Plantas medicinales. 3ª ed. 1999.
MATOS, FJA. Plantas medicinais. Guia de seleção e emprego de plantas usadas em fitoterapia no Nordeste Brasileiro. 2ª ed. Editora UFC. Fortaleza, 2000.
MILLS, S; BONE, K. The essential guide to herbal safety. Elservier. 2004.
PROPLAM - Guia de Orientações para implantação do Serviço de Fitoterapia. Rio de Janeiro. 2004.
WITCHL, M et al. Herbal drugs and phytopharmaceuticals. A handbook for practice on a scientific basis. 3 ed. Medpharm. CRC Press. Washington. 2004.

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