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  Publicado em: 10/02/2021
  Alterado em: 26/07/2021
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NOME BOTÂNICO:
Equisetum arvense L.
FAMÍLIA:
Equisetaceae.
NOME POPULAR:
Cavalinha, cavalinha-gigante, cola-de-cavalo, erva-canudo, milho-de-cobra, rabo-de-cavalo, rabo- de-raposa, rabo-de-cobra, lixa-vegetal, rabo-de-rato, erva-carnuda, cana-de-jacaré, cauda-equina, cauda-de-raposa, cola-de-cavalo.
DESCRIÇÃO BOTÂNICA:
Herbácea que apresenta rizoma horizontal, sobre o qual se desenvolvem verticalmente dois tipos de caules aéreos, os férteis e os estéreis, que são ocos, e podem atingir até 30 cm de altura. Os caules férteis surgem na primavera. São curtos, de cor branco-amarelado na base e vermelho-escuro na ponta, onde fica a espiga. Contêm esporângios que emitem numerosos esporos. Os caules estéreis, que alcançam até 50 cm de altura, de coloração esverdeada, são fistulosos, estriados, com nós compostos tabiques de separação, e externamente de uma bainha membranosa seca. Ao nível das bainhas os caules são verticilados, com longos ramos delgados de igual conformação do caule. Possui pequenas folhas em forma de agulhas emendadas. É uma planta que não possui flores e, consequentemente, sementes. Tem sabor e odor fracos, levemente salgado e quando mastigada range entre os dentes. Nasce espontaneamente e na colheita cortam-se somente os caules estéreis. A melhor época para o corte é o verão.
FITOQUÍMICA:
Contém mais de 10% de constituintes inorgânicos, dos quais a maior parte é constituída de ácido silícico (5 a 8% em forma de silicatos solúveis em água) e sais de potássio (1,8%) e de cálcio (1,3%) além de outros sais em menor proporção (fósforo, manganês, magnésio, alumínio, ferro). Também contém alcaloides (nicotina, espermidina e equisetina), saponinas (equisetonina), glicosídeos fenólicos (equisetumosideo A. B e C), flavonoides (0,3 a 0,9%) (isoquercitrina, apigenina, luteolina, caempferol, quercetina), fitosteróis (β-sitosterol, campestrol, taraxerol ácido ursólico, ácido oleanólico e ácido betulínico), taninos, ácidos fenólicos, vitaminas (C, E, K, B1, B2, B6, ácido nicotínico, ácido fólico, ácido pantotênico) e óleo essencial (hexa-hidrofarnesil acetona, cisgeranil acetona, timol transfitol).
MARCADOR:
Extrato de Equisetum sp. padronizado no mínimo a 2,0 % de flavonoides totais (hiperosideos).
ALEGAÇÕES:
Edemas (inchaços) por retenção de líquidos.
PARTE UTILIZADA:
Partes aéreas.
VIA DE ADMINISTRAÇÃO:
Oral.
USO:
Adulto.
POSOLOGIA E FORMA DE USAR:
Infusão: 3g (1 colher de sopa) em 150ml (xícara de chá). Utilizar 1 xícara de chá 2 a 4 vezes ao dia.
FORMULAÇÕES CASEIRAS:
Diurético; afecções dos rins e da bexiga; eliminador do ácido úrico: coloque 1 colher (sopa) do caule bem picado, em 1 xícara (chá) de água em fervura. Ferva por 10 minutos. Abafe, deixe descansando por 15 minutos e coe. Tome 1 xícara (chá), 2 vezes ao dia. Para crianças dar somente metade da dose. Observar que não deve ser tomado após as 17:00 h.
Hemorragias nasais: coloque 1 colher (sopa) do caule fatiado em 1 copo de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos e coe. Tome a metade do copo.
Com o restante do líquido faça lavagens locais, aspirando e assoando o nariz, até desaparecer o derramamento de sangue.
Calcificante nas fraturas: coloque 4 colheres (sopa) do caule fatiado em 1 litro de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos e coe. Tome aos goles durante o dia. Anemia: em 1 xícara (chá), coloque 1 colher (sopa) de caule fatiado e adicione água fervente. Abafe, espere esfriar e coe. Tome 1 xícara (chá), 2 vezes ao dia.
CONTRAINDICAÇÕES:
Não deve ser utilizado por pessoas com insuficiência renal e cardíaca.
Gravidez e amamentação, graças à presença de alcaloides que podem induzir uma ação colinérgica e oxitócica.
Gastrite e úlcera gástrica e duodenal, em função da presença de taninos e sílica, que podem causar ação irritativa sobre a mucosa gástrica e duodenal.
Crianças até 12 anos, pela possível ação neuro e nefrotóxica.
EFEITOS ADVERSOS:
Uma alergia rara pode ocorrer em pacientes sensíveis à nicotina. O uso por período superior ao recomendando pode provocar dor de cabeça e anorexia. Altas doses podem
provocar irritação gástrica, reduzir os níveis de vitamina B1 e provocar irritação no sistema urinário.
CURIOSIDADE E INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:
Informação não encontrada na literatura citada.
REFERÊNCIAS:
ALONSO, JR. Tratado de fitomedicina. Bases clínicas e farmacológicas. ISIS Ed. Argentina. 1998.
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada n. 10, de 9 de março de 2010. Dispõe sobre a notificação de drogas vegetais junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Diário Oficial [da] União da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 10 mar. 2010d. Não paginado. Disponível em: . Acesso em: 26 jul. 2021.
MARINGÁ. Guia fitoterápico. 2001.
MILLS, S; BONE, K. The essential guide to herbal safety. Elservier. 2004.

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