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  Publicado em: 10/02/2021
  Alterado em: 26/07/2021
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NOME BOTÂNICO:
Erythrina mulungu Mart.
FAMÍLIA:
Fabaceae (Leguminosae)
NOME POPULAR:
Mulungu, amansa-senhor, árvore-de-coral, bico-de-papagaio, canivete, capa-homem, corticeira, flor-de-coral, suina, suiná-suinā, tiricero.
DESCRIÇÃO BOTÂNICA:
Árvore de copa arredondada, um tanto espinhenta, decídua, de 10 a 14m de altura, com o tronco revestido por grossa casca corticosa e fissurada, com 40 a 50 cm de diâmetro. Folhas compostas trifolioladas, com folíolos de coriáceos medindo de 7 a 10 cm de comprimento. Flores reunidas em amplas panículas terminais, que surgem quando a árvore já está quase completamente sem folhas. Frutos pequenos do tipo vagem, deiscentes, de 6 a 12 cm de comprimento, com 1 até 6 sementes de cor parda. É nativa da parte central do Brasil, desde São Paulo e Mato Grosso do Sul até Tocantins e Bahia.
FITOQUÍMICA:
Espécies do gênero Erythrina são conhecidas por produzir alcaloides, flavonoides e terpenos. O extrato etanólico do córtex e ramos mostra a presença de flavononoides e leucoantocianidinas. Além dos alcaloides (eritrina, eritrocora loidina, eritralina), o cortex revela um glucosídeo análogo à saponina chamado migurrina. Nas inflorescências foram encontrados os alcaloides (erisotrina, eritrartina, hipaforina, (erisotrina-N-óxido e eritrartina-N-oxido).
MARCADOR:
Informação não encontrada na literatura citada.
ALEGAÇÕES:
Quadros leves de ansiedade e insônia, como calmante suave.
PARTE UTILIZADA:
Casca.
VIA DE ADMINISTRAÇÃO:
Oral.
USO:
Adulto.
POSOLOGIA E FORMA DE USAR:
Decocção: 4 a 6g (2 a 3 colheres de sobremesa) em 150 ml (xícara de chá). Utilizar 1 xícara de chá de 2 a 3 vezes ao dia.
FORMULAÇÕES CASEIRAS:
Ansiedade; tensão nervosa; insônia: em 1 xícara (chá), coloque 1 colher (sobremesa) de pó e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara (chá), de 1 a 2 vezes ao dia, ou l xícara (chá) antes de se deitar.
Banho (calmante e relaxante); dores (reumáticas e musculares); estresses: coloque 3 colheres (sopa) de cascas picadas em 1 litro de água em fervura. Desligue o fogo, coe e adicione à água do banho que deverá estar morna. A duração do banho é de 10 a 15 minutos, de preferência, antes de se deitar.
Reumatismo; dores musculares: afecções (hepáticas e do baço): coloque 2 colheres (sopa) de cascas picadas em 1 litro de água em fervura. Deixe ferver por 10 minutos. Espere amornar e coe. Aplique nos locais afetados, com um pano, em forma de compressas mornas e deixe agir por 2 horas ou a noite toda.
CONTRAINDICAÇÕES:
Informação não encontrada na literatura citada.
EFEITOS ADVERSOS:
Informação não encontrada na literatura citada.
CURIOSIDADE E INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:
Não usar por mais de 3 dias seguidos.
REFERÊNCIAS:
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada n. 10, de 9 de março de 2010. Dispõe sobre a notificação de drogas vegetais junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Diário Oficial [da] União da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 10 mar. 2010d. Não paginado. Disponível em: . Acesso em: 26 jul. 2021.
LIMA, JLS et al. Plantas medicinais de uso comum no Nordeste do Brasil. Campina Grande, 2006.
MATOS, FJA. As plantas das Farmácias Vivas. Fortaleza. 1997a.
MATOS, FJA. O formulário fitoterápico do professor Dias da Rocha. 2 ed. UFC Edições. 1997b.

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