Direito de imagem: https://jb.utad.pt/especie/Eucalyptus_globulus

  Publicado em: 10/02/2021
  Alterado em: 26/07/2021
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Número de cadastro: 23

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NOME BOTÂNICO:
Eucalyptus globulus Labill.
FAMÍLIA:
Myrtaceae.
NOME POPULAR:
Eucalipto, árvore-da-febre, comeiro-azul, gomeiro-azul, mogno-branco, eucalipto-limão.
DESCRIÇÃO BOTÂNICA:
Árvore de grande porte medindo até 60 m de altura, com folhas coriáceas, opostas, de dois tipos morfológicos diferentes, as dos ramos jovens são azuladas, largas e peltadas, porém as dos ramos maduros são mais estreitas, lanceoladas ou em forma de foice. Flores e botões florais solitários na axila das folhas. Os frutos são operculados, medindo ate 1,5 cm de comprimento É raro a floração e frutificação desta espécie no Brasil. É originário da Tasmânia e introduzida no Brasil no inicio do século XX. Hoje, esta e outras espécies congêneres são cultivadas em muitas regiões de clima tropical e subtropical. inclusive no Brasil, para obtenção da madeira como combustível, ou de celulose para fabricação de papel e para extração do óleo essencial medicinal.
FITOQUÍMICA:
As folhas contêm taninos (> 11%), ácidos fenólicos (cafeico, ferúlico, gálico, gentísico), flavonoides (eucaliptrina, hiperina, hiperosídeo, quercetina, quercetrina e rutina), óleo essencial (1 a 3%) eucaliptol, 1,8-cineol, pineno, limoneno, cimeno, piperitona, triterpenoides (derivados do ácido ursólico), sesquiterpenoides.
MARCADOR:
Eucaliptol.
ALEGAÇÕES:
Gripes e resfriados para desobstrução das vias respiratórias, como adjuvante no tratamento de bronquite e asma.
PARTE UTILIZADA:
Folhas.
VIA DE ADMINISTRAÇÃO:
Inalatório.
USO:
Adulto.
POSOLOGIA E FORMA DE USAR:
Infusão: 2g (colher de sobremesa) em 150 mL (xícara de chá). Fazer inalação de 2 a 3 vezes ao dia.
FORMULAÇÕES CASEIRAS:
Afecções das vias respiratórias (bronquites, gripes, asma e catarro): em 1 xícara (chá), coloque 1 colher (sobremesa) de folhas cortadas em pedaços bem pequenos e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara (chá) de 1 a 2 vezes ao dia, podendo ser adoçado com mel.
Afecções das vias respiratórias (bronquites, gripes, asma e catarro): em 1 xícara (café), coloque 2 colheres (sopa) de folhas cortadas em pedaços bem pequenos e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos. Coe e adicione 2 xícaras (café) de açúcar cristal. Leve ao fogo brando, até derreter bem o açúcar e espere esfriar. Tome 1 colher (sopa), de 2 a 3 vezes ao dia. Para crianças dar somente metade da dose.
Ciática; reumatismo; gota; nevralgias; juntas doloridas: em um pilão, coloque 2 colheres (sopa) de folhas frescas fatiadas. Amasse bem e estenda sobre um pano. Aplique, na forma de cataplasma, sobre a parte afetada, 2 vezes ao dia.
Ciática; reumatismo; gota; nevralgias; juntas doloridas: coloque 3 colheres (sopa) de folhas frescas cortadas em pedaços bem pequenos em 1 xícara (chá) de óleo de cozinha. Leve ao fogo em banho-maria, por 3 horas. Coe em uma gaze, espremendo bem o resíduo. Ainda morno, use o óleo sob a forma de fricções e massagens nas partes afetadas. Deve ser utilizada também para passar nas costas e no peito de crianças que têm bronquite.
Sinusite; rinite: coloque 4 colheres (sopa) de folhas frescas ou secas, corta das em pedaços bem pequenos em 1 litro de água em fervura. Deixe ferver por 2 minutos. Desligue o fogo, cubra a cabeça com um pano e inale os vapores que se desprendem, repetindo o trata mento 3 vezes ao dia, até que os sinto mas desapareçam.
CONTRAINDICAÇÕES:
Não deve ser utilizado por pessoas com inflamação gastrointestinal e biliar, doença hepática grave, gravidez, lactação e em menores de 12 anos.
EFEITOS ADVERSOS:
Em casos raros, pode provocar náusea, vômito e diarréia.
CURIOSIDADE E INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:
Evitar o uso associado com sedativos, anestésicos e analgésicos, pois pode potencializar suas ações. Pode interferir com tratamentos hipoglicemiantes. Colocar a infusão em
recipiente aberto, cobrir a cabeça com um pano junto ao recipiente e inalar.
REFERÊNCIAS:
ALONSO, JR. Tratado de fitomedicina. Bases clínicas e farmacológicas. ISIS Ed. Argentina. 1998.
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada n. 10, de 9 de março de 2010. Dispõe sobre a notificação de drogas vegetais junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Diário Oficial [da] União da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 10 mar. 2010d. Não paginado. Disponível em: . Acesso em: 26 jul. 2021.
MATOS, FJA. O formulário fitoterápico do professor Dias da Rocha. 2 ed. UFC Edições. 1997b.
MATOS, FJA. Plantas medicinais. Guia de seleção e emprego de plantas usadas em fitoterapia no Nordeste Brasileiro. 2ª ed. Editora UFC. Fortaleza, 2000.
PROPLAM - Guia de Orientações para implantação do Serviço de Fitoterapia. Rio de Janeiro. 2004.
WITCHL, M et al. Herbal drugs and phytopharmaceuticals. A handbook for practice on a scientific basis. 3 ed. Medpharm. CRC Press. Washington. 2004.

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