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  Publicado em: 16/02/2021
  Alterado em: 26/07/2021
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NOME BOTÂNICO:
Glycyrrhiza glabra L.
FAMÍLIA:
Fabaceae (Leguminosae)
NOME POPULAR:
Alcaçuz, glicirriza, pau-doce, raiz-doce, madeira-doce.
DESCRIÇÃO BOTÂNICA:
É uma erva perene, com altura em torno de 1 metro e rizoma grosso. As folhas são pinadas, com 4-7 pares de folhetos, de formato oval. As flores são espigas axilares e de coloração violeta. As estruturas florais e frutos desta família representam o modo de polinização cruzada, principalmente resultando em variabilidade da prole em gerações sucessivas. Apenas o rizoma da planta é utilizado com finalidade farmacológica.
FITOQUÍMICA:
A raiz contém saponinas triterpenoídicas penta cíclicas (classes α e β-amirina) que são consideradas os principais componentes, e apresentam um teor variável de 4 a 20%. Várias saponinas são citadas: ácido liquirítico, ácido licórico, ácido botulínico, ácido 18-β-glicérico, mas a predominante é a glicirrizina, que quando hidrolisada libera o ácido glicirrízico (conhecido também como ácido glicirretínico) que é 50 vezes mais doce do que o açúcar. Contém ainda isoflavonoides (glabridina, galbrena, glabrona, shinpterocarpina, licoisoflavonas A e B, formononetina, glizarina, kumatakenina, hispaglabridina A, hispaglabridina B, 4-O-metilglabridina, 3- hidroxi- 4-O-metilglabridina), flavonoides (liquiritina rhamnoliquiritina, neoliquiritina, liquiritigenina) e chalconas (isoliquiritina, isoliquiritigenina, neoisoliquiritina, licurasídeo, glabrolideo e licoflavonol) - responsáveis pela cor amarela da raiz - sais minerais (cálcio, potássio e magnésio), cumarinas (umbeliferona, hernianina, glicirrina, licumarina, glicicumarina, licopiracumarina), esteróis (β-sitosterol, estigmasterol, di-hidrostigmasterol), óleo essencial, glicose, sacarose, amido, princípios amargos, albumina, aspargina, resina e goma.
MARCADOR:
Extrato seco padronizado de Glycyrrhiza glabra com 3% de glicirrizina e 5% de saponinas triterpênicas.
ALEGAÇÕES:
Tosses, gripes, resfriados, asma e bronquite: como expectorante e anti-inflamatório das vias respiratórias em gripes e resfriados acompanhados de inflamação das mucosas, secreção e tosse.
Alergia respiratória: como expectorante e anti-inflamatório das vias respiratórias em bronquite com tosse e expectoração.
Úlcera péptica e gastrite: como medicamento auxiliar para reforçar a barreira mucosa.
PARTE UTILIZADA:
Raiz.
VIA DE ADMINISTRAÇÃO:
Oral.
USO:
Adulto.
POSOLOGIA E FORMA DE USAR:
Infusão: 4,5g (1 ½ colher de sopa) em 150 mL (xícara de chá).
Decocto: 2 a 4g (1 colher de sopa) em 150 mL (xícara de chá).
Infusão e Decocto: Utilizar 1 xícara de chá 3 a 4 vezes ao dia, preferencialmente após as refeições.
FORMULAÇÕES CASEIRAS:
Informação não encontrada na literatura citada.
CONTRAINDICAÇÕES:
Não deve ser utilizado na gravidez e pessoas com hipertensão arterial, hiperestrogenismo e diabetes, cirrose hepática e insuficiência renal.
EFEITOS ADVERSOS:
Possível quadro de pseudoaldosteronismo por ação mineralocorticóide (caracterizado por retenção de sódio, cloro e água, edema, hipertensão arterial e ocasionalmente mioglobinúria).
CURIOSIDADE E INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:
Deve haver cautela ao associar com anticoagulantes, corticóides e antiinflamatórios.
Recomenda-se que o uso contínuo não ultrapasse 6 semanas sem que haja avaliação médica.
REFERÊNCIAS:
ALONSO, JR. Tratado de fitomedicina. Bases clínicas e farmacológicas. ISIS Ed. Argentina. 1998.
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada n. 10, de 9 de março de 2010. Dispõe sobre a notificação de drogas vegetais junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Diário Oficial [da] União da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 10 mar. 2010d. Não paginado. Disponível em: . Acesso em: 26 jul. 2021.
GARCIA, AA. et al. Fitoterapia. Vademécum de prescripción. Plantas medicinales. 3ª ed. 1999.

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