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  Publicado em: 16/02/2021
  Alterado em: 26/07/2021
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NOME BOTÂNICO:
Lippia alba (Mill.) N.E.Br.
FAMÍLIA:
Verbenaceae.
NOME POPULAR:
Erva-cidreira, erva-cidreira-brasileira, chá-de-tabuleiro, cidrila, erva-cidreira-de-arbusto, alecrim-selvagem, cidreira-brava, falsa-melissa, falsa-melissa, erva-cidreira-do-campo, cidreira carmelitana, salva, salva-do-brasil, salva-limão, alecrim-do-campo, salva-brava, sálvia.
DESCRIÇÃO BOTÂNICA:
Subarbusto de morfologia variável, alcançando até um metro e meio de altura, raramente dois metros, nativa de quase todo o território brasileiro. Seus ramos são finos. esbranquiçados, arqueados, longos e quebradiços. As folhas são inteiras, opostas, de bordos serreados e ápice agudo, de 3-6 cm de comprimento. Flores azul-arroxeadas, reunidas em inflorescências axilares capituliformes de eixo curto e tamanho variável. Os frutos são drupas globosas de cor róseo-arroxeada.
FITOQUÍMICA:
Contém óleo essencial (0,5 a 1,5%) (geranial, neral, β-cariofileno, metil-heptenona, citronelal, geraniol, borneol, óxido de cariofileno, borneol, cis-α-bisaboleno, limoneno, 1,8-cineol, mirceno, carvona), iridoides (geniposídeo, tevesídeo), fenilpropanoide (verbascosideo) e flavonoides.
Foram separadas espécies, de acordo com a composição química (quimiotipos) do óleo essencial, em três tipos fundamentais: a primeira caracterizada por elevados teores de citral, mirceno e limoneno, a segunda por altos teores de citral e limoneno e a terceira com elevados teores de carvona e limoneno.
O primeiro quimiotipo rico em citral, mirceno e o segundo em que predominam citral e limoneno têm ação calmante e espamolítica suaves, atribuídas ao citral e atividade analgésica por causa do mirceno, enquanto o segundo tipo, além dessas ações, tem atividade sedativa e ansiolítica, e o terceiro tipo tem atividade mucolítica, contribuindo para fluidificar a secreção dos brônquios, facilitando a expectoração. Além disso, a espécie rica em citral é eficaz no alívio de pequenas crises de cólicas uterinas e intestinais, bem como no tratamento de nervosismo e ansiedade.
MARCADOR:
Informação não encontrada na literatura citada.
ALEGAÇÕES:
Quadros leves de ansiedade e insônia, como calmante suave. Cólicas abdominais, distúrbios estomacais, flatulência (gases), como digestivo, e expectorante.
PARTE UTILIZADA:
Partes aéreas.
VIA DE ADMINISTRAÇÃO:
Oral.
USO:
Adulto e Pediátrico acima de 12 anos.
POSOLOGIA E FORMA DE USAR:
Infusão: 1 a 3g (1 a 3 colher de chá) em 150 ml (xícara de chá). Utilizar 1 xícara de chá de 3 a 4 vezes ao dia.
FORMULAÇÕES CASEIRAS:
Xarope: pesos iguais do infuso e açúcar, aquecer lentamente até ficar homogêneo. Tomar 10 ml 3 a 6 vezes/dia (nas gripes e como expectorante).
CONTRAINDICAÇÕES:
Uso cuidadosamente em pessoas com hipotensão (pressão baixa).
EFEITOS ADVERSOS:
Doses acima da recomendada podem causar irritação gástrica, bradicardia (diminuição da frequência cardíaca) e hipotensão (queda da pressão).
CURIOSIDADE E INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:
Popularmente não se recomenda para crianças de 0 a 5 anos.
REFERÊNCIAS:
BIESKI, IGC, MARI GEMMA, C. Quintais medicinais. Mais saúde, menos hospitais - Governo do Estado de Mato Grosso. Cuiabá. 2005.
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada n. 10, de 9 de março de 2010. Dispõe sobre a notificação de drogas vegetais junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Diário Oficial [da] União da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 10 mar. 2010d. Não paginado. Disponível em: . Acesso em: 26 jul. 2021.
GILBERT, B; FERREIRA, JL; ALVES, LF. Monografias de plantas medicinais brasileiras e aclimatadas. Curitiba. ABIFITO. 2005.
GUPTA, MP et al. 270 plantas medicinais iberoamericanas. CYTED. Colômbia. 1995.
IEPA. Farmácia da terra - Plantas medicinais e alimentícias. 2ª ed. Macapá. 2005.
MATOS, FJA. Farmácias vivas. UFC Edições. 3ª ed. Fortaleza. 1998.
MATOS, FJA. O formulário fitoterápico do professor Dias da Rocha. 2 ed. UFC Edições. 1997b.
MATOS, FJA. Plantas medicinais. Guia de seleção e emprego de plantas usadas em fitoterapia no Nordeste Brasileiro. 2ª ed. Editora UFC. Fortaleza, 2000.
MATOS, FJA; VIANA, GSB; BANDEIRA, MAM. Guia fitoterápico. Fortaleza. 2001.
MELO-DINIZ et al. Memento Fitoterápico. As plantas como alternativa terapêutica. Aspectos populares e científicos. Ed. UFPB. 1998.
PROPLAM - Guia de Orientações para implantação do Serviço de Fitoterapia. Rio de Janeiro. 2004.

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