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  Publicado em: 16/02/2021
  Alterado em: 26/07/2021
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NOME BOTÂNICO:
Lippia sidoides Cham.
FAMÍLIA:
Verbenaceae.
NOME POPULAR:
Alecrim-pimenta, alecrim-do-nordeste, estrepa-cavalo, alecrim-bravo,
DESCRIÇÃO BOTÂNICA:
Grande arbusto caducifólio, ereto, muito ramificado e quebradiço, de 2-3 m de altura, próprio da vegetação do semi-árido nordestino. Folhas muito aromáticas e picantes, simples, pecioladas, de 2-3 cm de comprimento. Flores pequenas, esbranquiçadas, reunidas em espigas de eixo curto nas axilas das folhas. Frutos do tipo aquênio extremamente pequenos, cujas sementes raramente germinam. Pode ser multiplicada por estaquia usando-se, de preferência, os ramos mais finos. As mudas devem ser plantadas depois de bem enraizadas (1 2 meses), com espaçamento de 3 a 4 m. Evitar excesso de água durante a rega, pois a planta é, originalmente da caatinga. Após sua introdução nos programas de fitoterapia em atenção primária de saúde, passou a ser cultivada em vários Estados. O seu cultivo no Sul e Sudeste em solos de alta fertilidade produz plantas com folhas muito maiores.
FITOQUÍMICA:
A análise fotoquímica das folhas registra até 4 % de óleo essencial, que contém mais de 60 % de timol ou uma mistura de timol e carvacrol, dois terpenos fenólicos dotados de fortíssima atividade antimicrobiana contra Staphylococcus aureus, que causa infecções na pele e na garganta, Streptococcus mutans responsável pela cárie dentária, Corynebacterium xerosis causador do mau cheiro nas axilas e nos pés. Candida albicans ou Monilia encontrada nas aftas e no corrimento vaginal, além de agentes causadores de micoses na pele. Trichophytum rubrum e Trichophytum interdigitale. Dentre seus componentes químicos fixos identificados no extrato alcoólico das folhas do caule, estão flavonoides e quinonas contribuem para a sua ação anti-séptica.
MARCADOR:
Informação não encontrada na literatura citada.
ALEGAÇÕES:
Inflamações da boca e garganta, como anti-séptico.
PARTE UTILIZADA:
Folhas.
VIA DE ADMINISTRAÇÃO:
Tópico: Gargarejos, bochechos e lavagens.
USO:
Adulto.
POSOLOGIA E FORMA DE USAR:
Infusão: 2 a 3g (2 a 3 colheres de chá) em 150 ml (xícara de chá). Aplicar de 2 a 3 vezes ao dia.
FORMULAÇÕES CASEIRAS:
Uma tintura caseira, de longa duração, pode ser preparada em um frasco de boca larga cheio das folhas ao qual se junta álcool até a metade e água para acabar de encher, filtra-se depois de 3 ou mais dias para outro frasco, rotula-se e guarda-se.
O óleo essencial tem forte atividade contra o principal agente causador da cárie dental - a bactéria Streptococcus mutans, podendo ser usada como medicação anticárie preventiva na forma de creme dental e enxaguatório bucal preparados com o óleo. O óleo essencial pode ser adicionado à produtos cosméticos como anti-séptico contra a mucroflora cutânea.
O tratamento de águas para eliminação dos vetores da esquistossomose e da dengue é outro tipo de aplicação que pode ser feito com esta planta e seu óleo essencial.
Folhas, flores e frutos secos e triturados constituem excelente mistura para tempero de carnes e pizzas que pode ser usado no lugar do tomilho (Thymus vulgaris quimiotipo thymolifera).
CONTRAINDICAÇÕES:
Informação não encontrada na literatura citada.
EFEITOS ADVERSOS:
Informação não encontrada na literatura citada.
CURIOSIDADE E INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:
Não deve ser usado em inalações devido à ação irritante dos vapores. Não engolir o produto após o bochecho e gargarejo.
REFERÊNCIAS:
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada n. 10, de 9 de março de 2010. Dispõe sobre a notificação de drogas vegetais junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Diário Oficial [da] União da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 10 mar. 2010d. Não paginado. Disponível em: . Acesso em: 26 jul. 2021.
MATOS, FJA. Plantas medicinais. Guia de seleção e emprego de plantas usadas em fitoterapia no Nordeste Brasileiro. 2ª ed. Editora UFC. Fortaleza, 2000.
VIANA, GSB; BANDEIRA, MAM; MATOS, FJA. Guia fitoterápico. Fortaleza. 1998.

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