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  Publicado em: 16/02/2021
  Alterado em: 26/07/2021
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NOME BOTÂNICO:
Mentha pulegium L.
FAMÍLIA:
Labiatae (Lamiaceae)
NOME POPULAR:
Poejo, poejinho, pocjo-das-hortas, poejo-real, poejo-do-rei, erva-de-são-lourenço, hortelã-menta-miúda, menta-selvagem, vique.
DESCRIÇÃO BOTÂNICA:
Erva prostrada, perene, graminóide, com cerca de 10 cm de altura, com folhas muito aromáticas, de margem inteira e limbo pontilhado de glândulas translucidas, de menos de 1 cm de comprimento. Flores de corola violeta, reunidas e fascículos nas axilas das folhas. Originária da Europa, Ásia e Arábia, é aclimatada em quase todos países de clima temperado.
FITOQUÍMICA:
Contém óleo essencial (pulegona, piperitona, borneol, piperitenona, mentona, 1,8-cineol-4-terpineol) taninos e flavonoides (diosmina, hesperidina, luteolina, hispidulina, apigenina, pedalitina e jaceosidina), compostos fenólicos (ácido rosmarínico).
Assim como a Lippia alba, estudos demonstram que existem três quimiotipos de poejo, um apresenta como constituinte majoritário a pulegona; o segundo, a piperitenona e/ou piperitona; e o terceiro, a isomentona/neoisomentol.
Outra pesquisa mostra duas variações principais, uma com alta concentração de pulegona (52 a 87%) e outra variedade pobre em pulegona e relativamente rica em terpenoides não oxigenados.
MARCADOR:
Informação não encontrada na literatura citada.
ALEGAÇÕES:
Afecções respiratórias como expectorante. Estimulante do apetite, perturbações digestivas, espasmos gastrointestinais, cálculos biliares e colecistite.
PARTE UTILIZADA:
Partes aéreas.
VIA DE ADMINISTRAÇÃO:
Oral.
USO:
Adulto.
POSOLOGIA E FORMA DE USAR:
Infusão: 1g (1 colher de sobremesa) em 150 ml (xícara de chá). Utilizar 1 xícara de chá de 2 a 3 vezes ao dia durante ou após refeições
FORMULAÇÕES CASEIRAS:
Digestivo; tônico estomacal (estimula a secreção gástrica); cólicas intestinais: gases intestinais: em 1 xícara (chá), coloque 2 colheres (sopa) de folhas e flores picadas e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara (chá), 10 minutos antes das principais refeições.
Afecções bucais (feridas, sapinho e aftas): coloque 1 colher (sopa) de folhas e flores picadas em 1 xícara (chá) de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos. Desligue o fogo e abafe por 15 minutos. Coe e adicione 1 colher (chá) de bicarbonato de sódio. Faça bochechos, de 2 a 3 vezes ao dia.
Tosses (expectorante e protetor de mucosa): em 1 xícara (chá), coloque 1 colher (sopa) de flores e folhas picadas, 1 colher (sopa) de quiabo bem fatiado e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos, coe e adoce com um pouco de mel. Tome 1 xícara (chá), de 1 a 3 vezes ao dia. Para crianças dar somente meta de da dose.
Banho estimulante: coloque 5 colheres (sopa) de folhas picadas em 2 litros de água em fervura. Deixe ferver por 10 minutos. Em seguida, coe e adicione 2 colheres (sopa) de sal grosso e espere dissolver. Acrescente à água morna do banho. Faça banho de imersão por 15 minutos.
CONTRAINDICAÇÕES:
Não deve ser utilizada na gravidez, lactação e em crianças menores de 6 anos. Contraindica-se o uso prolongado e a inalação.
EFEITOS ADVERSOS:
A administração em doses e tempo de uso acima dos recomendados pode promover danos no fígado e ocasionar problemas na gravidez.
CURIOSIDADE E INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:
Informação não encontrada na literatura citada.
REFERÊNCIAS:
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada n. 10, de 9 de março de 2010. Dispõe sobre a notificação de drogas vegetais junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Diário Oficial [da] União da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 10 mar. 2010d. Não paginado. Disponível em: . Acesso em: 26 jul. 2021.
GARCIA, AA. et al. Fitoterapia. Vademécum de prescripción. Plantas medicinales. 3ª ed. 1999.
GRUENWALD, J et al. PDR for herbal medicines. 2000.
MATOS, FJA. Farmácias vivas. UFC Edições. 3ª ed. Fortaleza. 1998.

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