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  Publicado em: 22/02/2021
  Alterado em: 26/07/2021
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Número de cadastro: 39

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NOME BOTÂNICO:
Momordica charantia L.
FAMÍLIA:
Curcubitaceae.
NOME POPULAR:
Melão-de-são-caetano, erva-das-lavadeiras, erva-de-lavadeira, erva-de-são-caetano, erva-de-são-vicente, fruto-de-cobra, fruto-de-negro, melão-de-são-vicente, melãozinho, fruta-de-sabiá.
DESCRIÇÃO BOTÂNICA:
Trepadeira anual, sublenhosa, com caule muito longo e ramificado, até 6 m de comprimento. Folhas recortadas com 5 a 6 lóbulos denteados, obtusos ou mucronados, medindo entre 4 a 12 cm de comprimento. Flores solitárias, de corola amarela com 2,5 a 3,5 cm. Fruto do tipo cápsula carnosa deiscente, fusiforme, com 4 a 6 cm de comprimento na variedade brasileira, com costelas longitudinais de papilas curtas, abrindo, quando maduros, em três valvas enroladas para fora, expondo as sementes envolvidas em um arilo vermelho-vivo, mucilaginoso e adocicado. É pantropical, originária da África e da Ásia onde ocorrem as variedades de frutos grandes, subcilíndricos, que chegam a medir mais de 20 cm por 5 a 6 de diâmetro, recentemente introduzidas no Brasil, inicialmente na Amazônia.
FITOQUÍMICA:
Estudos registram a presença de momordicinas e triterpenos encontrados nas folhas, esteróides, saponinas e 14 triterpenos glicosidados que são os momordicosídios achados nos frutos e nas sementes, bem como um alto teor de ferro assimilável.
MARCADOR:
Informação não encontrada na literatura citada.
ALEGAÇÕES:
Dermatites (irritação da pele) e escabiose (sarna).
PARTE UTILIZADA:
Folhas, frutos e sementes.
VIA DE ADMINISTRAÇÃO:
Tópico.
USO:
Adulto.
POSOLOGIA E FORMA DE USAR:
Decocção: 5g em 1L. Aplicar nos locais afetados 2 vezes dia ou banhar-se uma vez ao dia.
FORMULAÇÕES CASEIRAS:
Informação não encontrada na literatura citada.
CONTRAINDICAÇÕES:
Informação não encontrada na literatura citada.
EFEITOS ADVERSOS:
Informação não encontrada na literatura citada.
CURIOSIDADE E INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:
Pode interagir com hipoglicemiantes. Não utilizar por via oral, pois pode causar coma hipoglicêmico (por diminuição de açúcar no sangue) e convulsões em crianças; problemas hepáticos e dor de cabeça.
REFERÊNCIAS:
ALONSO, JR. Tratado de fitomedicina. Bases clínicas e farmacológicas. ISIS Ed. Argentina. 1998.
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada n. 10, de 9 de março de 2010. Dispõe sobre a notificação de drogas vegetais junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Diário Oficial [da] União da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 10 mar. 2010d. Não paginado. Disponível em: . Acesso em: 26 jul. 2021.
GUPTA, MP et al. 270 plantas medicinais iberoamericanas. CYTED. Colômbia. 1995.
IEPA. Farmácia da terra - Plantas medicinais e alimentícias. 2ª ed. Macapá. 2005.
MATOS, FJA. O formulário fitoterápico do professor Dias da Rocha. 2 ed. UFC Edições. 1997b.
MELO-DINIZ et al. Memento Fitoterápico. As plantas como alternativa terapêutica. Aspectos populares e científicos. Ed. UFPB. 1998.

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