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  Publicado em: 22/02/2021
  Alterado em: 26/07/2021
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NOME BOTÂNICO:
Phyllanthus niruri L.
FAMÍLIA:
Phyllantaceae.
NOME POPULAR:
Quebra-pedra, arranca-pedras, arrebenta-pedra, conami, erva-pomba, erva-pombinha, fura-parede, quebra-pedra-branco, quebra-panela, saudade-da-mulher, saúde-da-mulher, saxifraga.
DESCRIÇÃO BOTÂNICA:
Erva ruderal, erecta, anual, ramificada horizontalmente, glabra, medindo até 40-80 cm de altura. Folhas simples, membranáceas, medindo até 1 cm de comprimento e dispostas nos ramos parecendo uma folha composta. Flores diminutas, inseridas nas axilas das folhas, mas viradas para baixo. Frutos do tipo cápsula tricoca com aproximadamente 1 mm de diâmetro, muito procurados pelos pássaros. Ocorre em quase toda a região tropical, inclusive até o sul da América do Norte. Cresce especialmente durante o período da estação chuvosa em todo tipo de solo, sendo comum sua ocorrência nas fendas de calçadas, terrenos baldios, quintais e jardins, em todos os estados brasileiros.
FITOQUÍMICA:
As espécies de Phyllanthus são caracterizadas por conter lignanas (filantina, hipofilantina), taninos (corilagina, geranina), cumarinas, flavonoides (rutina, quercitrina), terpenos e alcaloides (securinina, norsecurinina, securinol A e B). Essa última classe de substância é, possivelmente, a mais importante para os efeitos farmacológicos no sistema urinário. As três espécies (P. amarus, P. niruri e P. tenellus) contêm as mesmas classes de metabólitos secundários, inclusive os alcaloides do tipo securinina, mas o perfil fitoquímico é diferente no que diz respeito à qualidade e à quantidade deles. Apesar dessas diferenças, as espécies podem ser intercambiáveis desde que seja mantida a qualidade da droga vegetal.
MARCADOR:
Informação não encontrada na literatura citada.
ALEGAÇÕES:
Litíase renal (cálculos renais) por auxiliar na eliminação de cálculos renais pequenos.
PARTE UTILIZADA:
Partes aéreas.
VIA DE ADMINISTRAÇÃO:
Oral.
USO:
Adulto.
POSOLOGIA E FORMA DE USAR:
Infusão: 3g (1 colher de sopa) em 150 ml (xícara de chá). Utilizar 1 xícara de chá de 2 a 3 vezes ao dia.
FORMULAÇÕES CASEIRAS:
Informação não encontrada na literatura citada.
CONTRAINDICAÇÕES:
Contra indicado na eliminação de cálculos grandes. Não utilizar na gravidez.
EFEITOS ADVERSOS:
Em concentrações acima da recomendada pode apresentar diarréia e hipotensão (pressão baixa).
CURIOSIDADE E INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:
Nunca utilizar por mais de 3 semanas.
REFERÊNCIAS:
BIESKI, IGC, MARI GEMMA, C. Quintais medicinais. Mais saúde, menos hospitais - Governo do Estado de Mato Grosso. Cuiabá. 2005.
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada n. 10, de 9 de março de 2010. Dispõe sobre a notificação de drogas vegetais junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Diário Oficial [da] União da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 10 mar. 2010d. Não paginado. Disponível em: . Acesso em: 26 jul. 2021.
GILBERT, B; FERREIRA, JL; ALVES, LF. Monografias de plantas medicinais brasileiras e aclimatadas. Curitiba. ABIFITO. 2005.
GUPTA, MP et al. 270 plantas medicinais iberoamericanas. CYTED. Colômbia. 1995.
IEPA. Farmácia da terra - Plantas medicinais e alimentícias. 2ª ed. Macapá. 2005.
MATOS, FJA. Farmácias vivas. UFC Edições. 3ª ed. Fortaleza. 1998.
MATOS, FJA. O formulário fitoterápico do professor Dias da Rocha. 2 ed. UFC Edições. 1997b.
MATOS, FJA; VIANA, GSB; BANDEIRA, MAM. Guia fitoterápico. Fortaleza. 2001.
MELO-DINIZ et al. Memento Fitoterápico. As plantas como alternativa terapêutica. Aspectos populares e científicos. Ed. UFPB. 1998.
PROPLAM - Guia de Orientações para implantação do Serviço de Fitoterapia. Rio de Janeiro. 2004.
SIMÕES, CMO. et. al. Plantas da medicina popular no Rio Grande do Sul. 5ª ed. Editora da Universidade UFRGS. 1998.

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