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  Publicado em: 01/03/2021
  Alterado em: 26/07/2021
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NOME BOTÂNICO:
Plectranthus barbatus Andrews
FAMÍLIA:
Lamiaceae.
NOME POPULAR:
Falso-boldo, boldo, boldo-brasileiro, boldo-do-reino, alum, boldo-nacional, malva-santa, malva amarga, sete-dores, boldo-do-jardim, boldo-do-brasil, folha-de-oxala.
DESCRIÇÃO BOTÂNICA:
Planta herbácea ou subarbustiva, aromática, perene, erecta quando jovem e decumbente após 1-2 anos, pouco ramificada. até 1,5 de altura. Folhas opostas, simples, ovalada de bordos denteadas, pilosas, medindo 5 a 8 cm de comprimento e de sabor muito amargo, flexíveis mesmo quando secas, sendo mais espessas e suculentas quando frescas Flores azuis, dispostas em inflorescências racemosas apicais. É originária da Índia, trazida para o Brasil provavelmente no período colonial.
FITOQUÍMICA:
A raiz contém diterpenoides (forscolina, forscolina I, forscolina J, deacetilforscolina, 9-deoxiforscolina, 1,9-deoxiforscolina, 1,9-dideoxi-7-deacetilforscolina) diterpenos labdânicos (forscoditerpenosídeo A, B, C, D e E, forscoditerpeno A), α-amirina, ácido betúlico, α-cedrol, β-sitosterol e outros. O óleo essencial da raiz, o qual apresenta aroma agradável e picante, é constituído principalmente por 3-decanona (7%), acetato de bornila (15%) , β-sesquifelandreno (13,15%) e γ-eudesmol (12,5%).
O óleo essencial do caule contém, principalmente, β-felandreno, α-pineno, α-copaeno, sabineno, óxido de cariofileno, limoneno, β-cariofileno e α-humuleno. Na análise do óleo essencial obtido da folha foram identificados monoterpenos, sendo majoritários o α-pineno (22,20%), o mirceno (12,38%) e o β-ocimeno (Z) (6,53%); sesquiterpenos (eremofileno [13,32%]), cariofileno (E) [8,01 %]); humulenona (10,01%) e óxido de cariofileno (0,91%) e diterpenos.
MARCADOR:
Informação não encontrada na literatura citada.
ALEGAÇÕES:
Dispepsia (distúrbios da digestão) e hipotensão (pressão baixa).
PARTE UTILIZADA:
Folhas.
VIA DE ADMINISTRAÇÃO:
Oral.
USO:
Adulto.
POSOLOGIA E FORMA DE USAR:
Infusão: 1 a 3g (1 a 3 colheres de chá) em 150ml (xícara de chá). Utilizar 1 xícara de chá de 2 a 3 vezes ao dia.
FORMULAÇÕES CASEIRAS:
Informação não encontrada na literatura citada.
CONTRAINDICAÇÕES:
Não deve ser utilizado em gestantes, lactantes, crianças, pessoas com hipertensão (pressão alta), hepatites e obstrução das vias biliares. Pessoas que fazem uso de medicamentos para o sistema nervoso central devem evitar o uso.
EFEITOS ADVERSOS:
O uso pode diminuir a pressão arterial. Doses acima da recomendada e utilizadas por um período de tempo maior que o recomendado podem causar irritação gástrica.
CURIOSIDADE E INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:
Não usar junto com metronidazol ou dissulfiram.
REFERÊNCIAS:
BIESKI, IGC, MARI GEMMA, C. Quintais medicinais. Mais saúde, menos hospitais - Governo do Estado de Mato Grosso. Cuiabá. 2005.
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada n. 10, de 9 de março de 2010. Dispõe sobre a notificação de drogas vegetais junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Diário Oficial [da] União da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 10 mar. 2010d. Não paginado. Disponível em: . Acesso em: 26 jul. 2021.
IEPA. Farmácia da terra - Plantas medicinais e alimentícias. 2ª ed. Macapá. 2005.
MATOS, FJA. As plantas das Farmácias Vivas. Fortaleza. 1997a.
MATOS, FJA. O formulário fitoterápico do professor Dias da Rocha. 2 ed. UFC Edições. 1997b.
MATOS, FJA. Plantas medicinais. Guia de seleção e emprego de plantas usadas em fitoterapia no Nordeste Brasileiro. 2ª ed. Editora UFC. Fortaleza, 2000.
MELO-DINIZ et al. Memento Fitoterápico. As plantas como alternativa terapêutica. Aspectos populares e científicos. Ed. UFPB. 1998.
PROPLAM - Guia de Orientações para implantação do Serviço de Fitoterapia. Rio de Janeiro. 2004.
SIMÕES, CMO. et. al. Plantas da medicina popular no Rio Grande do Sul. 5ª ed. Editora da Universidade UFRGS. 1998.

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