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  Publicado em: 09/03/2021
  Alterado em: 26/07/2021
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NOME BOTÂNICO:
Rosmarinus officinalis L.
FAMÍLIA:
Labiateae (Lamiaceae)
NOME POPULAR:
Alecrim, alecrim-comum, alecrim-de-casca, alecrim-de-cheiro, alecrim-de-horta, alecrim-de-jardim, alecrim-rosmarinho, erva-cooada, erva-da-graça, flor-de-olimpo, rosa-marinha, rosmarino.
DESCRIÇÃO BOTÂNICA:
Pequena planta de porte subarbustivo lenhoso, ereto, pouco ramificado, de até 1,5 m de altura. Folhas lineares, coriáceas e muito aromáticas, medindo 1,5 a 4 cm de comprimento por 1 a 3 mm de espessura. Flores azulado-claras, pequenas e de aroma forte muito agradável. É nativa da região Mediterranea e cultivada em quase todos os países de clima temperado de Portugal à Austrália. Seu cultivo pode ser feito a partir de mudas preparadas por estaquia ou mergulhia, crescendo bem em solo rico em calcário e em ambientes úmidos de clima ameno. Existem mais de 10 variedades em cultivo desta planta, todas para o mesmo uso, porém com aromas diferentes.
FITOQUÍMICA:
Apresenta de 1 a 2,5% de óleo essencial cuja composição varia de acordo com o estágio de desenvolvimento, origem das folhas ou outros fatores, no qual os principais componentes são 1,8-cineol (10 a 25%), p-cimeno (44,02%), linalool (20,5%), timol (1,815), acetato de bornila (1 a 5%), borneol (1 a 6%), canfeno (5 a 10%), β-pineno (3,61%), α-pineno (2,83%), eucaliptol (2,64%), e α-terpineol (12 a 24%). Ainda contém limoneno, β-pineno, β-cariofileno, verbenona e mirceno.
Também contém diterpenoides amargos (carnosol, ácido carnosólico e ácido carnósico, isorosmanol, rosmanol, epirosmanol, rosmaridi fenol e ácido rosmarínico), flavonoides (luteolina, nepetina e pepitrina) e triterpenoides (ácido oleanólico, ácido ursólico e α e β-amirina).
MARCADOR:
Ácido rosmarínico.
ALEGAÇÕES:
Distúrbios circulatórios, como anti-séptico e cicatrizante. Dispepsia (distúrbios digestivos).
PARTE UTILIZADA:
Folhas.
VIA DE ADMINISTRAÇÃO:
Oral e Tópico
USO:
Adulto.
POSOLOGIA E FORMA DE USAR:
Infusão: 3 a 6g (1 a 2 colheres de sopa) em 150ml (xícara de chá).
- Oral: Utilizar de 1 a 2 xícaras de chá ao dia
- Tópico: Aplicar no local afetado 2 vezes ao dia.
FORMULAÇÕES CASEIRAS:
Dor de cabeça (origem digestiva); enxaqueca: em 1 xícara (chá), coloque 1 colher (sobremesa) de folhas picadas e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara (chá), antes ou após as principais refeições.
Digestivo: coloque 1/2 xícara (chá) de folhas em uma garrafa de vinho branco. Deixe em maceração por 15 dias e coe. Tome 1 cálice, antes das principais refeições.
Dores reumáticas; contusões: coloque 1 xícara (café) de folhas em 1 xícara (chá) de álcool a 70%. Deixe em maceração por 8 dias. Coe em um pano e após acrescente 1/2 pedra de cânfora. Friccione o local afetado, de 2 a 3 vezes ao dia, e de preferência à noite, antes de se deitar.
CONTRAINDICAÇÕES:
Não deve ser utilizado por pessoas com doença prostática, gastroenterites, dermatoses em geral e om histórico de convulsão.
O uso é contraindicado em gestantes, por falta de dados.
EFEITOS ADVERSOS:
Usado cronicamente, ou em doses excessivas, pode causar irritação renal e gastrointestinal.
O óleo essencial deve ser usado com cuidado em pacientes epiléticos, evitar contato com os olhos, e não usar próximo a mucosas e tampouco em ferimentos abertos.
CURIOSIDADE E INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:
Não utilizar em crianças menores de 3 anos de idade.
Quando utilizado cronicamente ou em doses excessivas, pode causar irritação renal.
REFERÊNCIAS:
BIESKI, IGC, MARI GEMMA, C. Quintais medicinais. Mais saúde, menos hospitais - Governo do Estado de Mato Grosso. Cuiabá. 2005.
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada n. 10, de 9 de março de 2010. Dispõe sobre a notificação de drogas vegetais junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Diário Oficial [da] União da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 10 mar. 2010d. Não paginado. Disponível em: . Acesso em: 26 jul. 2021.
MATOS, FJA. Farmácias vivas. UFC Edições. 3ª ed. Fortaleza. 1998.
MATOS, FJA. O formulário fitoterápico do professor Dias da Rocha. 2 ed. UFC Edições. 1997b.
MATOS, FJA. Plantas medicinais. Guia de seleção e emprego de plantas usadas em fitoterapia no Nordeste Brasileiro. 2ª ed. Editora UFC. Fortaleza, 2000.
MELO-DINIZ et al. Memento de plantas medicinais. As plantas como alternativa terapêutica. Aspectos populares e científicos. Ed. UFPB. 2006.
MELO-DINIZ et al. Memento Fitoterápico. As plantas como alternativa terapêutica. Aspectos populares e científicos. Ed. UFPB. 1998.
PROPLAM - Guia de Orientações para implantação do Serviço de Fitoterapia. Rio de Janeiro. 2004.
SIMÕES, CMO. et. al. Plantas da medicina popular no Rio Grande do Sul. 5ª ed. Editora da Universidade UFRGS. 1998.

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