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  Publicado em: 09/03/2021
  Alterado em: 26/07/2021
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NOME BOTÂNICO:
Salix alba L.
FAMÍLIA:
Salicaceae.
NOME POPULAR:
Salgueiro.
DESCRIÇÃO BOTÂNICA:
Caracteriza-se por ser uma árvore grande com tronco curto, com ramos de coloração marrom-amarelados, folhas elípticas e lanceoladas, acuminadas e serradas, com pelos serícios e coloração acinzentada. Os frutos são capsulados e possuem inúmeras sementes.
FITOQUÍMICA:
A espécie possui salicina, sua principal característica, além de ser rica em glicosídeos fenólicos, flavonoides e macroelementos, como K, Ca e Mg.
MARCADOR:
Salicina.
ALEGAÇÕES:
Inflamação, dor e febre. Gripe e resfriados.
PARTE UTILIZADA:
Casca do caule.
VIA DE ADMINISTRAÇÃO:
Oral.
USO:
Adulto.
POSOLOGIA E FORMA DE USAR:
Infusão: 3g (1 colher de sopa) em 150ml (xícara de chá). Utilizar 1 xícara, 2 a 3 vezes dia.
FORMULAÇÕES CASEIRAS:
Informação não encontrada na literatura citada.
CONTRAINDICAÇÕES:
Não utilizar junto com Maracujá e Noz moscada.
EFEITOS ADVERSOS:
Usar cautelosamente junto a anticoagulantes, corticóides e antiinflamatórios não esteroidais.
CURIOSIDADE E INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:
No século 19, quando cientistas começaram a investigar os efeitos antipirético e anti-inflamatório do salgueiro, acabaram isolando o ácido salicílico a partir do extrato bruto da casca, e não a salicina. O ácido salicílico foi adotado na terapêutica apesar da forte irritação da mucosa gástrica. Entretanto, historicamente, as espécies ulmária (Spiraea ulmaria L.) e/ou gualtéria (Gaultheria procumbens L.) eram as fontes naturais desse ácido, até que o pesquisador Kolbe, em 1876, inventou um eficiente processo sintético para a sua obtenção.
Estudo clínico realizado em pacientes idosos confirmou a eficácia do extrato padronizado do salgueiro (equivalente a 240 mg/dia de salicina), certificando seu uso. Não foram observados os mesmos resultados quando a mesma quantidade de salicina foi administrada isoladamente, o que corrobora a importância do fitocomplexo e sugere que outros derivados do álcool salicílico, como flavonoides e taninos, podem contribuir para o efeito do extrato. Esse estudo reforça que o efeito sinérgico é fundamental para a atividade clínica. Porém, as pesquisas iniciais não reconheceram que a natureza já havia criado um composto com o ácido salicílico, eficaz e com menos efeitos colaterais sobre o estômago, porque estavam focadas no isolamento das substâncias.
REFERÊNCIAS:
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada n. 10, de 9 de março de 2010. Dispõe sobre a notificação de drogas vegetais junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Diário Oficial [da] União da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 10 mar. 2010d. Não paginado. Disponível em: . Acesso em: 26 jul. 2021.
EUROPEAN SCIENTIFIC COOPERATIVE ON PHYTOTHERAPY (ESCOP). Monographs: The Scientific Foundation for Herbal Medicinal Products. 2 ed. Exeter, UK: European Scientific Cooperative on Phytotherapy and Thieme, 2003.
LORENZI, H.; MATOS, F.J.A Plantas medicinais no Brasil. Nativas e exóticas. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2002.

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