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  Publicado em: 09/03/2021
  Alterado em: 26/07/2021
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NOME BOTÂNICO:
Salvia officinalis L.
FAMÍLIA:
Labiateae (Lamiaceae).
NOME POPULAR:
Sálvia, chá-da-frança, chá-da-grécia, erva-sagrada, sabiá, sal-das-boticas, salva, salva-comum, salva-das-boticas, salva-de-remédio, salva-dos-jardins, salva-ordinária, sálvia-comum.
DESCRIÇÃO BOTÂNICA:
Herbácea perene, fortemente aromática, ereta ou decumbente, ramificada na base formando aspecto de touceira, de 30-60 cm de altura, nativa da região Mediterrâneas da Europa. Folhas simples, denso-pubescentes, de 3-6 cm de comprimento. Flores pouco frequentes em nossas condições, de cor violácea, reunidas em espigas terminais longas.
FITOQUÍMICA:
As folhas contêm taninos condensados do tipo catequina (3 a 8%), ácidos fenólicos (rosmarínico, clorogênico, ferúlico e gálico), flavonoides (1 a 3%) (apigenina, salviginina e derivados da luteolina); óleo essencial (1,5 a 2,8%), (tujona, cânfora, cineol, humuleno, α-pineno e linalol); diterpenoides amargos (carnosol, ácido carnósico e rosmanol), ácidos triterpenoídicos (oleanólico e ursólico), mucilagem e resina.
MARCADOR:
Informação não encontrada na literatura citada.
ALEGAÇÕES:
Inflamações da boca e garganta, gengivites e aftas. Dispepsias (distúrbios digestivos) e transpiração excessiva.
PARTE UTILIZADA:
Folhas.
VIA DE ADMINISTRAÇÃO:
Oral e Tópico
USO:
Adulto e Infantil.
POSOLOGIA E FORMA DE USAR:
Oral: Infusão: 1,5 a 2g (3 a 4 colheres de café) em 150ml (xícara de chá). Utilizar 1 xícara de chá de 2 a 3 vezes ao dia.
Tópico: Infusão: 3,5g (7 colheres de café) em 150ml (xícara de chá). Aplicar no local afetado, em bochechos e gargarejos 1 ou 2 vezes dia.
FORMULAÇÕES CASEIRAS:
Auxiliar da digestão; sudorese excessiva das mãos e axilas: em 1xícara (chá), coloque 1 colher (sopa) folhas e sumidades floridas, bem fatias e adicione água fervente. Abafe por 19 minutos e coe. Tome 1 xícara (chá), 2 vezes ao dia.
Escaras de decúbito; feridas; piolho; aftas: em um frasco, coloque 3 colheres (sopa) de folhas e sumidades floridas bem picadas e adicione 1 xícara (chá) de vinagre branco. Feche bem o frasco e deixe em maceração por 10 dias, em lugar quente ou ao sol. Coe em um pano e esprema o resíduo. Aplique nos locais afetados com um chumaço de algodão, de 2 a 3 vezes ao dia. No caso de piolhos, aplique no couro cabeludo, face massagens suaves inclusive na nuca, deixando agir por 2 horas. Em seguida, lave bem a cabeça e passe o pente fino.
Menstruação dolorosa; distúrbios da menopausa: coloque 3 colheres (sopa) de folhas e sumidades floridas fatiadas em 1 garrafa de vinho branco. Deixe em maceração por 8 dias e coe. Tome 1 cálice, 3 vezes ao dia, sendo que no caso de menstruação dolorosa, tome 10 dias antes do início da menstruação.
Mau hálito; afecções da boca (gengivas ulceradas ou com sangramento e aftas); dentes manchados: coloque 2 colheres (sopa) de flores e sumidades floridas, bem picadas em 1 xícara (chá) de álcool de cereais a 70%. Deixe em maceração por 5 dias. Coe e armazene em frasco escuro. Tome 1 colher (chá), diluído em um pouco de água, antes das principais refeições. No caso de dentes manchados, utilize esse líquido durante a escovação.
CONTRAINDICAÇÕES:
Não utilizar na gravidez e lactação, insuficiência renal e tumores mamários estrógeno dependentes.
EFEITOS ADVERSOS:
Informação não encontrada na literatura citada.
CURIOSIDADE E INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:
Não engolir a preparação após o bochecho e gargarejo pois pode causar náusea, vômitos, dor abdominal, tonturas e agitação. Pode elevar a pressão em pacientes hipertensos. Em altas doses pode ser neurotóxica (causar convulsões) e hepatotóxica (causar dano no fígado).
REFERÊNCIAS:
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada n. 10, de 9 de março de 2010. Dispõe sobre a notificação de drogas vegetais junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Diário Oficial [da] União da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 10 mar. 2010d. Não paginado. Disponível em: . Acesso em: 26 jul. 2021.
GRUENWALD, J et al. PDR for herbal medicines. 2000.
MILLS, S; BONE, K. The essential guide to herbal safety. Elservier. 2004.
WITCHL, M et al. Herbal drugs and phytopharmaceuticals. A handbook for practice on a scientific basis. 3 ed. Medpharm. CRC Press. Washington. 2004.

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