Direito de imagem: https://hortodidatico.ufsc.br/files/2019/12/AROEIRA1-768x576.jpg

  Publicado em: 09/03/2021
  Alterado em: 26/07/2021
Vizualizações: 2845
Número de cadastro: 58

Deseja receber informações sobre plantas medicinais no seu email?


NOME BOTÂNICO:
Schinus terebinthifolia Raddi
FAMÍLIA:
Anacardiaceae
NOME POPULAR:
Aroeira-da-praia, aroeira, aroeira-branca, aroeira-do-brejo, aroeira-do-campo, aroeira-do-paraná, aroeira-mansa, aroeira-negra, aroeira-pimenteira, aroeira-precoce, aroeira-vermelha, bálsamo, cabuí, cambuí, coração-de-bugre, corneíba, fruto-de-raposa, fruto-do-sabiá.
DESCRIÇÃO BOTÂNICA:
Árvore mediana com 5-10 m de altura, perenifólia, dióica, de copa larga e tronco com 30-60 cm de diâmetro, revestido de casca grossa. Folhas compostas imparipinadas, com 3 a 10 pares de folíolos aromáticos, medindo de 3 a 5 cm de comprimento por 2 a 3 de largura. Flores masculinas e femininas muito pequenas, dispostas em panículas piramidais. Fruto do tipo drupa, globóide, com cerca de 5 cm de diâmetro, aromático e adocicado, brilhante e de cor vermelha, conferindo às plantas, na época da frutificação, um aspecto festivo. Ocorre ao longo da mata atlântica desde o Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. Pode ser cultivada a partir de sementes ou por estaquia.
FITOQUÍMICA:
Flavonoides (luteolina, catequina, canferol, quercetina), cumarinas iridoides, taninos (32%), polifenóis (32%), metilxantinas, alcaloides, terpenoides (ácido masticadienoico, schinol aristolona, a-amirina), ácidos anacárdicos, açúcares e saponinas. As folhas são ricas em óleo essencial (β-pineno, sabineno, α-terpineol, β-elemeno, (E)-cariofileno, germacreno-D, biciclogermacreno, epi-α-murolol, δ-cadineno, α-felandreno, β-felandreno, α-pineno, p-cimeno, α-cadinol) e taninos.
MARCADOR:
Informação não encontrada na literatura citada.
ALEGAÇÕES:
Inflamação vaginal, leucorréia (corrimento vaginal), como hemostático, adstringente e cicatrizante.
O Prof. Matos recomenda o uso do decocto das cascas em banhos de assento após o parto como anti-inflamatório e cicatrizante, ou como medicação caseira para o tratamento de doenças dos sistemas urinário e respiratório, bem como nos casos de hemoptise e hemorragia uterina, enquanto folhas e frutos são adicionados à água de lavagem de feridas e úlceras como anti-inflamatório e cicatrizante.
PARTE UTILIZADA:
Casca e folhas.
VIA DE ADMINISTRAÇÃO:
Tópico.
USO:
Adulto.
POSOLOGIA E FORMA DE USAR:
Decocção: 1g em 1L água. Aplicar na região afetada 2 vezes ao dia, em compressas, banhos de assento.
FORMULAÇÕES CASEIRAS:
Informação não encontrada na literatura citada.
CONTRAINDICAÇÕES:
Informação não encontrada na literatura citada.
EFEITOS ADVERSOS:
Informação não encontrada na literatura citada.
CURIOSIDADE E INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:
Informação não encontrada na literatura citada.
REFERÊNCIAS:
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada n. 10, de 9 de março de 2010. Dispõe sobre a notificação de drogas vegetais junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Diário Oficial [da] União da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 10 mar. 2010d. Não paginado. Disponível em: . Acesso em: 26 jul. 2021.
MATOS, FJA. O formulário fitoterápico do professor Dias da Rocha. 2 ed. UFC Edições. 1997b.
MELO-DINIZ et al. Memento de plantas medicinais. As plantas como alternativa terapêutica. Aspectos populares e científicos. Ed. UFPB. 2006.
MELO-DINIZ et al. Memento Fitoterápico. As plantas como alternativa terapêutica. Aspectos populares e científicos. Ed. UFPB. 1998.
PROPLAM - Guia de Orientações para implantação do Serviço de Fitoterapia. Rio de Janeiro. 2004.
SIMÕES, CMO. et. al. Plantas da medicina popular no Rio Grande do Sul. 5ª ed. Editora da Universidade UFRGS. 1998.

Compartilhe!