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  Publicado em: 11/01/2021
  Alterado em: 26/07/2021
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NOME BOTÂNICO:
Anacardium occidentale L.
FAMÍLIA:
Anacardiaceae.
NOME POPULAR:
Acajaíba, acaju, acaju-açu, acajuba, acajuíba, acaju-pokoba, acaju-piranga, cacaju, caju, caju-banana, caju-da-praia, caju-de-casa, caju-manso, canju-manteiga, casca-antidiabética, salsaparrilha-dos-pobres, cajueiro.
DESCRIÇÃO BOTÂNICA:
Árvore de copa baixa, 5 a 10 m de altura. Folhas simples, de 8 a 14 cm de comprimento. Flores pequenas, perfumadas, de cor vermelha a púrpura, dispostas em panículas terminais. Fruto reniforme do tipo aquênio, vulgarmente conhecido como castanha, cujo mesocarpo contém um óleo-resina cáustica, conhecido como LCC (líquido da castanha do caju); no seu interior se encontra uma amêndoa oleaginosa, comestível. O caju, é o pedúnculo floral que se desenvolveu formando um pseudofruto carnoso.
FITOQUÍMICA:
Folhas e casca do caule: taninos; gomas; resinas; material corante; saponinas.
Pseudofruto: taninos; vitamina C, açúcares; fibras; água.
Fruto (castanha): ácido anacárdico; anacardol; cardol; taninos.
Amêndoa (semente): óleo fixo; proteínas; sais minerais.
MARCADOR:
Informação não encontrada na literatura citada.
ALEGAÇÕES:
Diarréia não infecciosa. Lesões como anti-séptico e cicatrizante.
PARTE UTILIZADA:
Entrecasca.
VIA DE ADMINISTRAÇÃO:
Oral e Tópico.
USO:
Adulto.
POSOLOGIA E FORMA DE USAR:
Decocção: 4,5g (1 ½ colher de sopa) em 150ml (xícara de chá).
Oral: Utilizar 1 xícara, 3 a 4 vezes ao dia.
Tópico: Aplicar compressa na região afetada 3 a 4 vezes ao dia.
FORMULAÇÕES CASEIRAS:
Diabetes: coloque 1 colher (chá) do pó da casca do caule do caju vermelho, em 1 xícara (chá) de água em fervura. Desligue o fogo, espere esfriar e coe em uma peneira. Tome 1 xícara (chá), 2 vezes ao dia.
Feridas; infecção da garganta: coloque 1 colher (sopa) do pó da casca do caule em 1 copo de água em fervura. Desligue o fogo, deixe em repouso por 24 horas e coe em uma peneira. Use para fazer bochechos, gargarejos ou para lavar feridas infeccionadas.
Diarréias; disenterias: coloque 3 colheres (sopa) de folhas novas e frescas, cortadas em pedaços bem pequenos em 1/2 litro de água em fervura. Deixe ferver por 10 minutos e coe. Tome 1 copo toda vez que for evacuar. No caso de crianças deve ser dada metade da dose.
Suplemento nutritivo (regime de emagrecimento): a semente torrada pode ser consumida, 1 hora antes das principais refeições.
Alimento nutritivo: ingerir o pseudofruto ao natural, como sobremesa ou entre as refeições, e em sucos.
Frieiras: coloque 1 colher (chá) de casca do caule em 1 litro de água em fervura. Deixe ferver por 15 minutos e coe em uma peneira. Despeje em uma bacia e acrescente mais 2 litros de água quente. Mergulhe o local afetado (pés ou mãos), por 10 a 15 minutos. Repetir a aplicação até a melhora.
CONTRAINDICAÇÕES:
Não deve ser utilizado por período superior ao recomendado.
EFEITOS ADVERSOS:
Informação não encontrada na literatura citada.
CURIOSIDADE E INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:
Não utilizar junto com anticoagulantes, corticóides e antiinflamatórios.
REFERÊNCIAS:
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada n. 10, de 9 de março de 2010. Dispõe sobre a notificação de drogas vegetais junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Diário Oficial [da] União da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 10 mar. 2010d. Não paginado. Disponível em: . Acesso em: 26 jul. 2021.
LORENZI, H.; MATOS, F.J.A Plantas medicinais no Brasil. Nativas e exóticas. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2002.

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