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  Publicado em: 19/03/2021
  Alterado em: 26/07/2021
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NOME BOTÂNICO:
Himatanthus drasticus (Mar.) Plumel
FAMÍLIA:
Apocynaceae
NOME POPULAR:
Agoniada, tapuoca, quina-molle, arapué, sucuuba, jasmim-manga, sucumba.
DESCRIÇÃO BOTÂNICA:
Árvore de pequeno porte, até 7 m de altura, densamente enfolhada na extremidade dos ramos, de tronco linheiro, leitoso. Tem folhas obovais, semicoriáceas, também leitosas, flores brancacentas reunidas em inflorescências terminais cimosas, simples ou múltiplas. Frutos com dois folículos levemente curvados, de extremidades finas em forma de banana com 15 a 20 cm de comprimento por 2,5 cm de diâmetro, contendo numerosas sementes achatadas, arredondadas e aladas com 2,5 a 3 cm de diâmetro. Nativa desde as Guianas até a Bahia, com maior frequência na Floresta Nacional do Araripe, no Ceará.
FITOQUÍMICA:
As espécies do gênero Himatanthus são ricas em alcaloides, iridoides, triterpenoides (β-sitosterol, espinasterol, ácido ursólico, lupeol, 3-0-acil de lupeol, 3-O-acil de β-amirenonol), ésteres alifáticos, isolados principalmente das cascas do caule, que são também encontrados em menor concentração no látex, nas folhas e nas raízes.
Nas cascas do caule da agoniada foram descobertos alcaloides indólicos, dos quais já foram isolados ioimbina (III), uleina (IV) e demetoxias pidospermina (V), ajmalina e ep-iuleina,5-8 sendo essa espécie a única do gênero Himatanthus que contém os produtos do metabolismo secundário.
MARCADOR:
Informação não encontrada na literatura citada.
ALEGAÇÕES:
Tensão pré-menstrual, dismenorreia e cólicas intestinais.
PARTE UTILIZADA:
Casca e látex.
VIA DE ADMINISTRAÇÃO:
Oral.
USO:
Adulto.
POSOLOGIA E FORMA DE USAR:
Decocção: 2 a 10g ao dia da planta rasurada sob a forma de chá 3 vezes ao dia.
FORMULAÇÕES CASEIRAS:
Informação não encontrada na literatura citada.
CONTRAINDICAÇÕES:
Contraindicada durante a gravidez devido à presença de substâncias com mecanismo de indução do parto e aleitamento materno. Não há informações de que as substâncias dessa planta possam ser transferidas para o leite materno. Por questões de segurança o suo não é recomendado nesses casos.
EFEITOS ADVERSOS:
O látex extraído da casca do caule pode ser tóxico.
CURIOSIDADE E INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:
Não usar por tempo prolongado em razão de poucos estudos.
REFERÊNCIAS:
LORENZI, H.; MATOS, F.J.A Plantas medicinais no Brasil. Nativas e exóticas. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2002.
PANIZZA, Sylvio. Plantas que curam: cheiro de mato. 4. ed. São Paulo: IBRASA, 1997. 279 p
SAAD, G. A et al. Fitoterapia Contemporânea: tradição e ciência na prática clínica, 2ª edição. Guanabara Koogan, 2016.

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