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  Publicado em: 22/03/2021
  Alterado em: 26/07/2021
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Número de cadastro: 71

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NOME BOTÂNICO:
Solidago chilensis Meyen
FAMÍLIA:
Asteraceae (Compositae)
NOME POPULAR:
Arnica, arnica-brasileira, arnica-do-campo, arnica-silvestre, erva-de-lagarto, erva-lanceta, espiga-de-ouro, lanceta, macela-miúda, marcela-miúda, rabo-de-rojão, sapé-macho
DESCRIÇÃO BOTÂNICA:
Subarbusto ereto, perene, não ramificado, entouceirado, rizomatoso, levemente aromático, de 80 até 120 cm de altura, nativo na parte meridional da América do Sul, incluindo o sul e sudeste do Brasil. Suas folhas são simples, alternas, quase sésseis, ásperas ao tato, medindo entre 4 a 8 cm de comprimento. Capítulos florais pequenos, com flores amarelas, reunidas em inflorescências escorpióides dispostas na extremidade dos ramos, conferindo ao conjunto o aspecto de uma grande panícula muito ornamental. Multiplica-se por sementes e principalmente pelos rizomas. Com o mesmo nome popular de arnica é conhecida também a espécie nativa Porophyllum ruderale (Jacq.) Cass., conhecida também por cravo-de-urubu no Nordeste pelo seu odor nauseabundo quando fresca, a qual se atribui a mesma aplicação medicinal. Aliás, este nome popular é, na verdade, aplicado a estas espécies pela similaridade de uso medicinal com a arnica-verdadeira Arnica Montana L., nativa das regiões montanhosas da Europa, porém não é cultivada nem se desenvolve bem aqui no Brasil, ao contrário do que afirmam muitas publicações sobre plantas medicinais.
FITOQUÍMICA:
As folhas e inflorescência contêm flavonoides (quercetrina, rutina), saponinas, diterpenoides clerodânicos e labdânicos (solidagenona, solidagolactona e derivados do solidagolactol), ácidos orgânicos (ácidos cafeico, clorogênico e hidrocinâmico). A solidagenona é o principal constituinte fitoquímico característico do gênero Solidago.
No óleo essencial das partes aéreas foram identificadas 36 substâncias. Os diterpenoides e sesquiterpenoides foram os grupos identificados. Dentre estes, o principal constituinte foi o pumiloxido (15,3%), seguido por γ-cadineno (5,6%), limoneno (4,1%), óxido de cariofileno (3,6%), isospatulenol (3,2%) e β-elemeno (3,1%).
MARCADOR:
Informação não encontrada na literatura citada.
ALEGAÇÕES:
A espécie é utilizada na medicina popular como cicatrizante, em escoriações, traumatismos, contusões e para doenças do estômago. A infusão da parte aérea da espécie é utilizada em contusões, feridas e derrames sanguíneos. Os seus rizomas frescos são utilizados na medicina tradicional como diurético, estimulante do apetite e anti-helmíntico.
PARTE UTILIZADA:
Folha e inflorescência
VIA DE ADMINISTRAÇÃO:
Tópico.
USO:
Adulto.
POSOLOGIA E FORMA DE USAR:
Infusão: 1 a 2g (1 colher de sopa) das inflorescências em 150 mL (xícara de chá). Deixar descansar tampada por 10 minutos, coar e fazer compressas nos locais de dores articulares, reumatismos e contusões.
FORMULAÇÕES CASEIRAS:
Informação não encontrada na literatura citada.
CONTRAINDICAÇÕES:
Informação não encontrada na literatura citada.
EFEITOS ADVERSOS:
O uso tópico pode causar dermatite de contato, efeito comum às espécies medicinais da família Asteraceae.
CURIOSIDADE E INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:
Em função da falta de informações toxicológicas, seu uso interno só deve ser feito com estreita indicação e acompanhamento médico, inclusive por serem aventadas interações com hipoglicemiantes e anti-hipertensivos, potencializando a ação destes, além de aumentar o efeito anticoagulante da varfarina.
REFERÊNCIAS:
LORENZI, H.; MATOS, F.J.A Plantas medicinais no Brasil. Nativas e exóticas. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2002.
PANIZZA, Sylvio. Plantas que curam: cheiro de mato. 4. ed. São Paulo: IBRASA, 1997. 279 p
SAAD, G. A et al. Fitoterapia Contemporânea: tradição e ciência na prática clínica, 2ª edição. Guanabara Koogan, 2016.

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