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  Publicado em: 25/03/2021
  Alterado em: 09/08/2021
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NOME BOTÂNICO:
Artemisia vulgaris L.
FAMÍLIA:
Asteraceae (Compositae)
NOME POPULAR:
Artemísia, artemigem, artemígio, artemigem, flor-de-são-joão, anador, artemísia-comum, artemísia-vulgar, erva-de-são-joão, losna-brava, artemísia-verdadeira, absinto-selvagem.
DESCRIÇÃO BOTÂNICA:
Herbácea perene, rizomatosa, com forte aroma de losna, ereta, pouco ramificada, de 30-60 cm de altura, originária da Ásia e naturalizada em quase todo o mundo. Folhas simples e profundamente lobadas, membranáceas, com a face inferior de cor prateada, de 6-16 cm de comprimento. Flores esbranquiçadas, discretas, reunidas em capítulos pequenos dispostos em panículas terminais. Multiplica-se em nossas condições apenas por rizomas. Esta planta tem sido apresentada em vários livros sobre plantas daninhas do primeiro autor por sua sinonímia botânica Artemisia verlotorum Lamotte.
FITOQUÍMICA:
Contém óleo essencial (cineol, isoborneol, limoneno α e β-tujona), substâncias amargas (absintina, artabsina), flavonoides (eupafolina, diosmetina, caempferol, luteolina, apigenina), taninos, substâncias fenólicas, terpenoides (ρ-cimeno, fenchona, cineol, cânfora, β-pineno, 4-terpinenol, borneol, α-terpineol, geraniol e cariofileno), derivados cumarínicos, lactonas sesquiterpénicas (santonina), resinas, alcaloides e fitosteróis.
MARCADOR:
Informação não encontrada na literatura citada.
ALEGAÇÕES:
O decocto das folhas e as inflorescências são considerados expectorante, carminativo e emenagogo. De um modo geral, as partes aéreas são usadas como anti-helmíntico, antiséptico, antiespasmódico e tônico.
PARTE UTILIZADA:
Folhas e sumidades floridas.
VIA DE ADMINISTRAÇÃO:
Oral.
USO:
Adulto.
POSOLOGIA E FORMA DE USAR:
Infusão: 3g (1 colheres de sopa) em 150 mL (xícara de chá). Tomar uma xícara de chá 3 vezes ao dia.
FORMULAÇÕES CASEIRAS:
Tônico para a circulação sanguínea; cólicas intestinais; digestivo: em 1 xícara (chá), coloque 1 colher (chá) de folhas e flores picadas e adicione água fervente. Abafe por 5 minutos e coe. Tome 1 xícara (chá), 30 minutos antes das principais refeições.
Distúrbios menstruais: coloque 1 colher (sopa) de folhas e flores picadas em 1 xícara (chá) de água fervente. Cubra, deixe esfriar e coe. Tome 1 xícara (chá) ao dia, uma semana antes do início da menstruação.
Escaras; feridas; piolhos e lêndeas: coloque 2 colheres (sopa) de folhas e rizomas picados em 1 xícara (chá) de vinagre branco. Deixe em maceração por 8 dias e coe. Faça aplicações locais com um chumaço de algodão. No caso de piolhos e lêndeas, após o uso passar o pente fino no cabelo.
Tônico estomacal; digestivo; cólicas menstruais: coloque 2 colheres (sopa) de folhas e flores fatiadas em 1 xícara (chá) de álcool de cereais a 70%. Amas se bem e coloque em vidro escuro. Deixe em maceração por 5 dias, agitando de vez em quando e coe. Tome 1 colher (café) ou 10 gotas, diluído em um pouco de água, 2 vezes ao dia.
CONTRAINDICAÇÕES:
Gestação, lactação e úlceras gastroduodenais, cólon irritável e epilepsia.
EFEITOS ADVERSOS:
A tujona apresenta toxicidade sobre o SNC (psicoexcitação, tremores, convulsões). Potencial alergênico.
CURIOSIDADE E INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:
Não deve ser prescrita para crianças.
REFERÊNCIAS:
LORENZI, H.; MATOS, F.J.A Plantas medicinais no Brasil. Nativas e exóticas. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2002.
PANIZZA, Sylvio. Plantas que curam: cheiro de mato. 4. ed. São Paulo: IBRASA, 1997. 279 p
SAAD, G. A et al. Fitoterapia Contemporânea: tradição e ciência na prática clínica, 2ª edição. Guanabara Koogan, 2016.

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