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  Publicado em: 16/08/2021
  Alterado em: 10/01/2022
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NOME BOTÂNICO:
Aloe vera (L.) Burm. f.
FAMÍLIA:
Xanthorrhoeaceae
NOME POPULAR:
Aloé, babosa-grande, babosa-medicinal, erva-de-azebre, caraguatá-de jardim, erva-babosa, aloé-do-cabo.
DESCRIÇÃO BOTÂNICA:
Planta herbácea, suculenta, de até 1 m de altura, de origem provavelmente africana. Tem folhas grossas, carnosas e suculentas, dispostas em rosetas presas a um caule muito curto, que quando cortadas deixam escoar um suco viscoso, amarelado e muito amargo. Além de cultivada para fins medicinais e cosméticos, cresce de forma subespontânea em toda a região Nordeste. Prefere solo arenoso e não exige muita água. Multiplica-se bem por separação de brotos laterais (filhação).
FITOQUÍMICA:
O gel ou a mucilagem da babosa é constituído principalmente de água e polissacarídios (pectinas, hemiceluloses, glucomanana, acemanana e derivados de manose). Também possui aminoácidos, lipídios, fitosteróis (lupeol, campesterol e β-sitosterol), taninos e enzimas, vitaminas e sais minerais. A 6-fosfato-manose é o açúcar principal.
A resina derivada da parte externa das folhas contém antraquinonas (aloé-emodina), antronas e seus glicosídeos.
MARCADOR:
Informação não encontrada na literatura citada.
ALEGAÇÕES:
O gel é muito utilizado externamente para o tratamento de queimaduras e inflamações da pele, sendo efetivo em queimaduras de primeiro e segundo graus. Internamente, o produto oriundo do processamento das folhas inteiras é utilizado como laxante. No tratamento de hemorroidas, a polpa (sem cutícula) é recortada no formato de supositório. A planta inteira ou a resina é utilizada como laxante ou purgativa.
PARTE UTILIZADA:
Gel ou mucilagem e resina.
VIA DE ADMINISTRAÇÃO:
Tópico.
USO:
Adulto.
POSOLOGIA E FORMA DE USAR:
Gel mucilaginoso fresco ou em preparações estabilizadas (50 a 70%): aplicar no local segundo orientação médica.
Resina: constipação intestinal por inércia intestinal e purgativo.
FORMULAÇÕES CASEIRAS:
Problemas digestivos (estomacais, hepáticos, vesiculares, intestinais e prisão de ventre): coloque 1 fatia pequena da polpa branca da folha fresca em 1 xícara (chá) de água fervente. Abafe, espere amornar e coe. Tome 1 xícara (chá) de manhã, em jejum, durante 5 dias.
Queda de cabelo; caspa; brilho nos cabelos; combate a piolhos e lêndeas: lave as folhas frescas, tire a casca, ficando somente com a polpa gosmenta e amarelada. Coloque 1 porção da polpa amarelada em um copo de água fervente. Abafe por 15 minutos e coe em uma peneira. Lave a cabeça e, em seguida, aplique essa gosma no couro cabeludo, massageando ligeiramente. Deixe agir por mais ou menos 1 hora. Enxágue a cabeça com água quente ou morna. No caso de piolhos e lêndeas, passar o pen te fino, em seguida.
Inflamações; queimaduras, erisipelas; eczemas: retire o espinho e a casca de 1 fatia da folha e coloque a polpa branca em um pilão. Amasse bem, até adquirir uma consistência pastosa. Aplique 3 vezes ao dia sobre o local afetado e cubra com papel manteiga ou plástico transparente. Deixe agir durante 1 hora, e em seguida, lave com água fria.
Hemorroidas (internas e externas); fissura anal: coloque 1 colher (sopa) de polpa branca da folha fresca em 1/2 litro de água em fervura. Desligue o fogo e coe. Ainda morno, faça banho de assento com massagens suaves, à noite. Deve ser repetido várias vezes, até desaparecerem as hemorroidas.
Contra o vício de roer ou chupar o dedo: o suco amarelo ou o bloco escuro, após a secagem, pode ser passado na ponta dos dedos das crianças, para a correção do vício.
CONTRAINDICAÇÕES:
O uso interno da resina na gravidez pode provocar estímulos das contrações uterinas, e no aleitamento é excretado pelo leite materno, podendo causar efeito laxativo na criança; hemorroidas (pois as congestiona), enterocolites e disenterias; Provoca cólica. Desaconselhável em crianças.
EFEITOS ADVERSOS:
Pode causar dermatite de contato.
O uso interno prolongado da planta inteira ou da resina provoca hipocalcemia e diminui a sensibilidade do intestino, necessitando aumento gradativo da dose para manter o efeito desejado. Pode provocar o aparecimento de hemorroidas.
CURIOSIDADE E INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:
Doses elevadas (8g de aloé) podem causar intoxicação aguda, com desmaios, hipotensão, hipotermia, podendo levar à morte. Remédios preparados com esta planta ou com outras que tenham antraquinona (sene, canafístula, cáscara-sagrada, ruibarbo) podem causar, especialmente em crianças, grave crise de nefrite aguda, provocando intensa retenção de água no corpo.
REFERÊNCIAS:
LORENZI, H.; MATOS, F.J.A Plantas medicinais no Brasil. Nativas e exóticas. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2002.
PANIZZA, Sylvio. Plantas que curam: cheiro de mato. 4. ed. São Paulo: IBRASA, 1997. 279 p
SAAD, G. A et al. Fitoterapia Contemporânea: tradição e ciência na prática clínica, 2ª edição. Guanabara Koogan, 2016.

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