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  Publicado em: 13/09/2021
  Alterado em: 27/09/2021
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NOME BOTÂNICO:
Anemopaegma arvense (Vell.)
FAMÍLIA:
Bignoniaceae.
NOME POPULAR:
Catuaba, catuaba-verdadeira, catuabinha, catuíba, catuaba-pau, caramuru, tatuaba, alecrim-do-campo, piratançara, piratancará, marapuama, verga-teso, vergonteza, pau-de-resposta.
DESCRIÇÃO BOTÂNICA:
Arbusto perene, decíduo, ereto, pouco ramificado e com xilopódio desenvolvido de cor clara, com hastes pubescentes, de 30-40 cm de altura, nativo dos cerrados do Brasil Central. Folhas compostas trifolioladas, com folíolos rígido-coriáceas, de cor mais clara na face inferior, de 10-20 cm de comprimento. Flores grandes, campanuladas, brancas ou amareladas, solitárias, dispostas nas axilas do ápice do caule. Os frutos são cápsulas (lomento) deiscentes, achatadas, de cor cinza, com poucas sementes membranáceas esbranquiçadas. Multiplica-se apenas por sementes.
FITOQUÍMICA:
Os trabalhos de prospecção fitoquímica têm mostrado que as partes aéreas e raízes contêm triterpenoides, sendo os ácidos oleanólico e betulínico os compostos majoritários. Outros estudos apontam também para a presença de flavonoides, tais como rutina, quercetina 3-O-a-L-ramnopiranosil-(1-6) β-D-galactopiranosídeo, apigenina, crisina, wogonina, baicaleína e baicalina. Contém também alcaloides, polifenóis (catuabina A, cinchonanina Ia, cinchonaina Ila), taninos e resinas.
MARCADOR:
Informação não encontrada na literatura citada.
ALEGAÇÕES:
Considerada tônico poderoso e energético estimulante do sistema nervoso. Utilizada também contra insônia, neurastenia, nervosismo, hipocondria, falta de memória e para convalescença de doenças graves.
PARTE UTILIZADA:
Raiz e casca do caule
VIA DE ADMINISTRAÇÃO:
Oral.
USO:
Adulto.
POSOLOGIA E FORMA DE USAR:
Vide formulações caseiras.
FORMULAÇÕES CASEIRAS:
Astenia, ansiedade, bronquite crônica e asma brônquica: fazer a decocção de 20g das cascas do caule fervido durante meia hora.
Afrodisíaco e contra impotência sexual: misturar cerca de 20 gramas da raiz bem picada em uma garrafa de vinho, deixando-se a mistura em maceração durante uma semana; este vinho de catuaba é tomado na dose de um cálice durante as principais refeições.
CONTRAINDICAÇÕES:
Não deve ser ministrado à crianças nem a gestantes.
EFEITOS ADVERSOS:
Informação não encontrada na literatura citada.
CURIOSIDADE E INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:
Relatos indicam que os indígenas brasileiros foram os primeiros a descobrir a importância dessa planta, usada por eles como afrodisíaco masculino. Esse uso se mantém até hoje, acarretando sua ampla utilização para impotência e disfunção erétil masculina. Considera-se a casca um tônico sexual para homens e mulheres, sendo amplamente comercializada para esse propósito.
O chá, tanto das cascas, como das raízes, é reputado de longa data como o melhor estimulante "nervino" e afrodiasíaco, podendo ser tomado por tempo indeterminado sem inconveniente algum.
REFERÊNCIAS:
LORENZI, H.; MATOS, F.J.A Plantas medicinais no Brasil. Nativas e exóticas. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2002.
SAAD, G. A et al. Fitoterapia Contemporânea: tradição e ciência na prática clínica, 2ª edição. Guanabara Koogan, 2016.

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