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  Publicado em: 27/09/2021
  Alterado em: 11/10/2021
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NOME BOTÂNICO:
Centella asiatica (L.) Urban
FAMÍLIA:
Umbelliferae (Apiaceae)
NOME POPULAR:
Centela, dinheiro-em-penca, pata-de-cavalo, corcel, pata-de-mula, pata-de-burro, cairuçu-asiático.
DESCRIÇÃO BOTÂNICA:
Erva perene, rasteira, acaule, estolonifera, rizomatosa, com estolões de até 30 cm de comprimento e confundido com ramos, que formam sobre o solo um tapete semelhante a um gramado, nativa da Ásia. Folhas simples, longo-pecioladas, surgidas diretamente dos nós dos rizomas, de 4-6 cm de diâmetro. Flores pequenas, de cor esbranquiçada, reunidas em pequenas umbelas curto-pedunculadas que surgem na base da folha. Multiplica-se em nossas condições principalmente por rizomas e estolões.
FITOQUÍMICA:
Os triterpenoides entre 1 e 8%, e seus derivados glicosilados (asiaticosídeo e madecassosídeo ou asiaticosídeo A) e agliconas (ácido asiático e ácido madecassíco) são considerados os principais bioativos e marcadores para essa espécie. Outros constituintes presentes são flavonoides (quercetina, kaempferol, patuletina, rutina, apigenina, castiliferol), óleo essencial (α-terpineno, α-copaene, β-cariofileno, bornil acetato, β-elemeno, β-pineno, germacreno-D, bicicloelemeno e trans-β-farneseno), compostos poliacetilênicos (cadinol, acetoxicentelinol, centelina, centelicina e asiaticina), ácidos graxos (ácidos linolênico, linoleico, oleico, palmítico), ácidos fenólicos (ácido rosmarínico, ácido 3,5-di-O cafeoilquínico, ácido 1,5-di-O-cafeoilquínico, ácido 3,4-di-O-cafeoilquínico, ácido 4,5-di-O cafeoilquínico, ácido etacrínico, ácido clorogênico e ácido isoclorogênico), mucilagem e pectina. As raízes ricas em aminoácidos (glutâmico, serina, alanina, treonina, aspártico, histidina e lisina), vitaminas (retinol, tiamina, riboflavina, ácido ascórbico, niacina) e carotenoides.
MARCADOR:
Terpenos (5%).
ALEGAÇÕES:
Indicada para a ativação da circulação sanguínea como coadjuvante no tratamento das doenças vasculares periféricas. Em uso externo possui propriedade antiinflamatória e cicatrizante. Contudo, em altas doses poderá causar fotossensibilidade, sonolência, fraqueza e dor-de-cabeça). É recomendada como depurativo, cicatrizante (eczemas, úlceras e pruridos) e para o metabolismo da gordura.
PARTE UTILIZADA:
Folha
VIA DE ADMINISTRAÇÃO:
Oral.
USO:
Adulto.
POSOLOGIA E FORMA DE USAR:
Vide formulação caseira
FORMULAÇÕES CASEIRAS:
Depurativo; cicatrizante (eczemas, úlceras e pruridos): em 1 xícara (chá), coloque 1 colher (sobremesa) de folhas picadas e adicione água fervente. Abafe, espere esfriar e coe. Tome 1 xícara (chá), 2 vezes ao dia.
Digestivo (estomacal e intestinal); diurético: coloque 1 colher (sopa) de folhas picadas em 1 xícara (chá) de álcool de cereais a 70%. Deixe em maceração por 5 dias. Coe em um pano e esprema. Tome 1 colher (café), diluído em um pouco de água, antes das principais refeições.
Metabolismo da gordura: em 1 xícara (chá), coloque 1 colher (sopa) de folhas secas picadas e adicione água fervente. Abafe, espere amornar e coe. Tome 1 xícara (chá), 1 hora antes das principais refeições.
Anticelulite; estimulante cutâneo e da irrigação sanguínea; irritação vaginal: coloque 3 colheres (sopa) de folhas picadas em 1/2 litro de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos. Espere amornar e coe. Faça aplicações todos os dias, após o banho, com uma esponja esfregando a pele suavemente. Para a irritação vaginal, faça banhos de assento, de 2 a 3 vezes na semana.
CONTRAINDICAÇÕES:
Na gravidez.
EFEITOS ADVERSOS:
Usar com cuidado na lactação e em hipertensos. Pode provocar irritações na pele e dermatite de contato. A fração saponificável contendo ácido brahmico estaria relacionada com infertilidade por alterações no esperma de humanos e ratos, além de camundongos-fêmeas.
CURIOSIDADE E INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:
Em geral é bem tolerada nas doses usuais. Em altas doses pode provocar cefaleia, vertigem, hipotensão e sedação leve. Um único estudo apontou aumento do colesterol em alguns pacientes, devendo-se usar com cuidado em casos de hipercolesterolemia.
REFERÊNCIAS:
LORENZI, H.; MATOS, F.J.A Plantas medicinais no Brasil. Nativas e exóticas. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2002.
PANIZZA, Sylvio. Plantas que curam: cheiro de mato. 4. ed. São Paulo: IBRASA, 1997. 279 p
SAAD, G. A et al. Fitoterapia Contemporânea: tradição e ciência na prática clínica, 2ª edição. Guanabara Koogan, 2016.

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