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  Publicado em: 18/10/2021
  Alterado em: 01/11/2021
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NOME BOTÂNICO:
Alpinia zerumbet (Pers) B. L. Burtt. & R. M. Sm
FAMÍLIA:
Zingiberaceae
NOME POPULAR:
Colônia (NE), jardineira (RJ), vindivá (PA), falso-cardamomo, pacová, gengibre-concha, louro-de-baiano, alpinia, falsa-noz-moscada.
DESCRIÇÃO BOTÂNICA:
Grande erva aromática, rizomatosa, de folhas longas e largas de pontas finas, com flores campanuladas coloridas de róseo, marrom e branca, dispostas em belas inflorescências semi-pendentes. É de origem asiática, mas vem sendo cultivada em todos os estados do Brasil como planta medicinal e ornamental. Pode ser facilmente multiplicada por plantio dos rizomas, que são parecidos com gengibre. Estes, ao se tirar a parte aérea, são plantados em canteiros de areia, irrigados diariamente e deixados brotar. Os brotos aparecem após alguns dias. Quando atingirem o tamanho de um palmo, as mudinhas podem ser transplantadas para canteiros preparados com terra e esterco seco. Desbastam-se as touceiras a cada 6 meses.
FITOQUÍMICA:
Contém óleo essencial rico em mono e sesquiterpenos (cineol e terpineol), flavonoides (caempferol, rutina, quercitina), substâncias fenólicas (catequina, epicatequina e alpinetina). Os principais componentes do óleo das flores são 1,8-cineol, cânfora, metil cinamato e borneol; do óleo das sementes destacam-se: α-cadinol, T-muurolol, α-terpineol, α-cadineno e 4-terpinenol. O óleo essencial das folhas contém monoterpenos e sesquiterpenos (4- terpinenol, 1,8 cineol e γ-terpineno) e na casca do fruto estão presentes kavalactonas [7,8-di-hidro-5,6-desidrocavaína (DDK) e 5,6-desidrocavaína (DK)].
MARCADOR:
Flavonóides; alcalóides.
ALEGAÇÕES:
No Brasil algumas espécies do gênero Alpinia são usadas para vários fins, como: diurético, carminativo, estomáquico, antiemético, espasmolítico, anti-inflamatório, antiofídico, anti-histérico, antifúngico, vermífugo, para lesões gástricas, no combate ao reumatismo e como tônico geral.
É usada em afecções do aparelho respiratório (resfriados e gripes), e o rizoma triturado é oferecido ao asmático em crise para que ele possa cheirá-lo. As flores conservadas em álcool são passadas na testa e nuca para combater dor de cabeça. É usada como sedativa no Pará, na forma de chá da flor para dor no coração e na forma de banho para acalmar criança e tirar dor de cabeça.
PARTE UTILIZADA:
Folha, rizoma e flores
VIA DE ADMINISTRAÇÃO:
Oral.
USO:
Adulto.
POSOLOGIA E FORMA DE USAR:
Infusão: de uma a três folhas frescas para 1 litro de chá ao dia.
FORMULAÇÕES CASEIRAS:
Digestivo (disfunções gástricas); esta do de excitação nervosa; dores em geral: em 1 xícara (chá), coloque 1 colher (chá) de rizoma fatiado e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara (chá), de 1 a 2 vezes ao dia.
Afecções respiratórias (bronquites asmática, alérgica e catarral); amigdalite; faringite; rouquidão: coloque 1 colher (sopa) de rizoma fatiado em 1 xícara (café) de água em fervura. Desligue o fogo e coe. Adicione 1 xícara (café) de açúcar cristal e leve novamente ao fogo, até dissolver o açúcar. Tome 1 colher (sopa), de 1 a 3 vezes ao dia. Para crianças dar somente metade da dose.
Afecções (estomacais, intestinais e renais); reumatismo: coloque 2 colheres (sopa) de rizoma e flores fatiados em 1 xícara (chá) de álcool de cereais a 70%. Deixe em maceração por 8 dias e coe. Tome 1 colher (café), diluído em um pouco de água, 15 minutos antes das principais refeições.
Cólicas (renais e intestinais); reumatismo; nevralgia; dores (lombares e musculares): coloque 3 colheres (sopa) de rizomas, folhas e flores fatiados em 1 litro de água em fervura. Desligue o fogo, abafe, espere amornar e coe. Adicione à água do banho morna, e faça banho de imersão, por 15 minutos.
CONTRAINDICAÇÕES:
Informação não encontrada na literatura citada.
EFEITOS ADVERSOS:
Informação não encontrada na literatura citada.
CURIOSIDADE E INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:
Informação não encontrada na literatura citada.
REFERÊNCIAS:
Influência do horário de colheita das folhas na composição química do óleo essencial de colônia (Alpinia zerumbet) / Kirley Marques Canuto... [et al.]. – Fortaleza: Embrapa Agroindústria Tropical, 2015
LORENZI, H.; MATOS, F.J.A Plantas medicinais no Brasil. Nativas e exóticas. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2002.
PANIZZA, Sylvio. Plantas que curam: cheiro de mato. 4. ed. São Paulo: IBRASA, 1997. 279 p
SAAD, G. A et al. Fitoterapia Contemporânea: tradição e ciência na prática clínica, 2ª edição. Guanabara Koogan, 2016.

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