Direito de imagem: https://live.staticflickr.com/4145/4970134435_c62c993cab_b.jpg

  Publicado em: 25/10/2021
  Alterado em: 08/11/2021
Vizualizações: 1394
Número de cadastro: 85

Deseja receber informações sobre plantas medicinais no seu email?


NOME BOTÂNICO:
Symphytum officinale L.
FAMÍLIA:
Boraginaceae
NOME POPULAR:
Confrei, consólida-maior, consólida, consólida-do-cáucaso, erva-do-cardeal, língua-de-vaca, orelha de vaca, orelha-de-burro, orelha-de-asno, leite-vegetal-da-rússia, confrei-russo, leite-vegetal, capim-roxo-da-rússia, erva-encanadeira-de-osso
DESCRIÇÃO BOTÂNICA:
Erva perene de caule curto com cerca de 90 cm de altura, provida de rizoma desenvolvido e raízes fusiformes fasciculadas. As folhas são simples, alternas, oblongo-lanceoladas, ásperas, cobertas de pelos, as superiores sésseis e de menor tamanho, todas com a superfície inferior bem marcada pelas nervuras salientes. Flores hermafroditas, diclamídeas, pentâmeras, pêndulas, de corola tubulosa amarelada, violácea ou rosada. É originária da Europa e da Ásia e aclimatada em quase todo o mundo.
FITOQUÍMICA:
A raiz contém os seguintes constituintes: alantoína (0,6 a 4,7%), mucilagem (aproximadamente 29%), taninos do tipo pirocatecol (2,4%), ácidos fenólicos, tais como ácido rosmarínico (0,2%), carotenoides (0,63%), ácido clorogênico (0,012%), ácido cafeico (0,004%), ácido α-hidroxicafeico, glicopeptídios, aminoácidos, saponinas esteroidais (sinfitoxida A), fitosteróis (sitosterol, estigmasterol), ácido oleanólico e ácido litospérmico.
Uma característica dessa espécie é a presença dos alcaloides pirrolizidínicos: sinfitina, intermedina, licopsamina, mioscorpina, 7-acetilintermedina, 7-acetil-licopsamina. Uma maneira de identificar quimicamente o Symphytum officinale é avaliar a presença dos alcaloides pirrolizidínicos sinlandina e equimidina. Esses dois alcaloides não ocorrem nessa espécie e a sua presença geralmente indica a adulteração com outras espécies (Symphytum asperum Lepechin ou Symphytum x uplandicum). No que se refere ao teor de alcaloides pirrolizidínicos, as folhas (0,003 a 0,2%) apresentam um teor menor que as raízes (0,2 a 0,4%), sendo, portanto, consideradas menos tóxicas.
MARCADOR:
Alantoína.
ALEGAÇÕES:
Na medicina o confrei é utilizado como vulnerário, anti-inflamatório, cicatrizante de feridas, no tratamento das úlceras gástricas, para doenças das articulações, contusões, entorses, estiramentos, hemorroidas e fraturas ósseas.
PARTE UTILIZADA:
Folha e Raízes.
VIA DE ADMINISTRAÇÃO:
Oral.
USO:
Adulto.
POSOLOGIA E FORMA DE USAR:
Uso Externo. Vide Formulações caseiras.
FORMULAÇÕES CASEIRAS:
Úlceras varicosas; feridas; cortes; queimaduras; fraturas ósseas; contusões; hematomas: em um pilão, coloque 1 colher (sopa) de folhas frescas fatiadas ou do rizoma, e 1/2 copo de água. Amasse bem e coe em um pano. Aplique em compressas no local afetado, durante uma semana. É essencial que o local das úlceras varicosas, feridas, cortes, queimaduras, seja lavado previamente, e limpo com mel, antes da aplicação da compressa.
Fissuras (anal e da mama): coloque 3 colheres (sopa) de folhas frescas e 3 colheres (sopa) de quiabo verde, tudo bem picado, em 1/2 litro de água potável. Deixe em maceração durante 1 noite e coe. No caso de fissuras anais faça banho de assento e nos casos de fissuras da mama, aplique nas mamas, com um chumaço de algodão.
CONTRAINDICAÇÕES:
Uso interno.
EFEITOS ADVERSOS:
Utilizar por, no máximo, 6 semanas consecutivas ao ano.
Não há relatos de interações medicamentosas na literatura pesquisada.
Tendo em vista a toxicidade associada à presença dos alcaloides pirrolizidínicos não se recomenda o uso durante a gravidez e lactação.
CURIOSIDADE E INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:
A quantidade de alcalóides contidos em uma xícara de chá de folhas de confrei varia de 8,5 a 26 mg e das raizes bem mais, o que pode provocar graves intoxicação, cujos resultados só vão aparecer três a quatro anos depois. Considerando esta atividade tóxica, o confrei teve seu uso por via oral proibido pelos órgãos governamentais de saúde de quase todos os países ocidentais, embora seu uso local como cicatrizante seja permitido e estimulado.
REFERÊNCIAS:
BRASIL, Anvisa, RDC nº 26, de 13 de maio de 2014 - Dispõe sobre o registro de medicamentos fitoterápicos e o registro e a notificação de produtos tradicionais fitoterápicos.
Brasil. Portaria SNVS nº 19 de 30.01.92. Diário Oficial da União. Proíbe o uso de Symphytum officinale L. para uso interno. 3 fev 1992.
LORENZI, H.; MATOS, F.J.A Plantas medicinais no Brasil. Nativas e exóticas. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2002.
PANIZZA, Sylvio. Plantas que curam: cheiro de mato. 4. ed. São Paulo: IBRASA, 1997. 279 p
SAAD, G. A et al. Fitoterapia Contemporânea: tradição e ciência na prática clínica, 2ª edição. Guanabara Koogan, 2016.
SIMÕES, CMO. et. al. Plantas da medicina popular no Rio Grande do Sul. 5ª ed. Editora da Universidade UFRGS. 1998.

Compartilhe!