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  Publicado em: 01/11/2021
  Alterado em: 15/11/2021
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Número de cadastro: 86

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NOME BOTÂNICO:
Copaifera langsdorffii Desf.
FAMÍLIA:
Fabaceae
NOME POPULAR:
Copaíba, bálsamo, bálsamo-de-copaíba, copaiba-da-várzea, copaíba-vermelha, copaibeira-de-minas, copaúba, cupiúva, oleiro, óleo-de-copaíba, óleo-vermelho, pau-de-óleo, podoi.
DESCRIÇÃO BOTÂNICA:
As espécies fornecedoras do óleo de copaíba, embora apresentem algumas diferenças botânicas se parecem muito. São, geralmente, árvores com altura de 10 a 40 metros, com folhagem densa e constituída de folhas compostas pinadas, alternas, com folíolos coriáceos de 3-6 cm de comprimento. Ocorrem, principalmente, no Brasil, Venezuela, Guianas e Colômbia. É na Amazônia, entretanto, que encontram seu melhor habitat, embora possam ser encontradas nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Pará, São Paulo e Paraná e nas partes mais úmidas da região Nordeste do Brasil.
FITOQUÍMICA:
O óleo-resina contém de 30 a 90% de óleo essencial rico em sesquiterpenoides (β-bisaboleno, β-cariofileno, 8 e y-cadineno, α e β-copaeno, α -cubebeno, humuleno, óxido de cariofileno, α-cedreno, bergamoteno, cedrol, dentre outros), diterpenoides (ácido caurenoico), polissacarídeos, taninos e ácidos copaiférrico, copaiferrólico e copálico.
MARCADOR:
Informação não encontrada na literatura citada.
ALEGAÇÕES:
Diurético, laxativo, antitetânico, antiblenorrágico, antirreumático, antisséptico do aparelho urinário, antiinflamatório, antitussígeno, cicatrizante e como anticancerígeno.
PARTE UTILIZADA:
Óleo-resina do interior do caule da árvore
VIA DE ADMINISTRAÇÃO:
Oral e Tópica
USO:
Adulto.
POSOLOGIA E FORMA DE USAR:
Vide formulações caseiras.
FORMULAÇÕES CASEIRAS:
Na medicina popular brasileira, principalmente na Amazônia, as doses orais são na ordem de poucas gotas de óleo de copaíba por dia. A ingestão de algumas gotas adicionadas a um chá é indicada para febre, para curar todos os males e como fortificante. Como anticancerígeno, o óleo de copaíba é misturado à água morna ou com leite de sucuuba (Himanthus sucuuba). Para inflamações internas, sífilis, bronquites e tosses, são misturadas duas gotas do óleo em uma colher de mel e administradas em jejum diariamente. Para o tratamento de bronquite crônica, asma e tosse, são misturadas 3 gotas do óleo de copaíba com água morna e ingeridas pela manhã; para agir como hipotensor, a dose é de 5 gotas pela manhã. No estado do Amapá são ingeridas 3 gotas de óleo, 1 a 2 vezes/dia, para afecções do aparelho urinário. Também é muito utilizado externamente em psoríase, urticária, feridas, traumas e escoriações.
CONTRAINDICAÇÕES:
Podem ocorrer dermatite de contato e urticária.
O uso oral pode originar irritação dos tecidos e provocar maior desconforto local nas infecções agudas do trato urinário e nas leucorreias, por ação de algumas substâncias irritantes presentes no óleo.
EFEITOS ADVERSOS:
Nas doses estudadas de 200 e 400 mg/kg os animais não mostraram sinais de toxicidade ou comportamentos anormais, sugerindo que as doses são seguras. Altas doses administradas aos animais provocaram irritações gastrintestinais, diarreia e de pressão do SNC.
CURIOSIDADE E INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:
Informação não encontrada na literatura citada.
REFERÊNCIAS:
LORENZI, H.; MATOS, F.J.A Plantas medicinais no Brasil. Nativas e exóticas. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2002.
SAAD, G. A et al. Fitoterapia Contemporânea: tradição e ciência na prática clínica, 2ª edição. Guanabara Koogan, 2016.

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