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  Publicado em: 18/11/2021
  Alterado em: 06/12/2021
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NOME BOTÂNICO:
Cecropia pachystachya Trécul
FAMÍLIA:
Cecropiaceae
NOME POPULAR:
Ambahu, ambaí, ambaíba, ambaigba, ambaitinga, ambati, ambaúba, árvore-da-preguiça, embaíba, embaúba, embaúva, caixeta-do-campo, figueira-de-sururinan, ibaíba, ibaítuga, imbaúba, imbaução, pau-de-lixa, torém, umbaúba, umbaubeira, umbaúba-do-brejo.
DESCRIÇÃO BOTÂNICA:
Árvore silvestre de até 15 m de altura, com tronco de cor esbranquiçada. Folhas multilobadas (8-9 lobos), com pecíolos longos, quando secas tem os lobos enrolados de modo a lembrar a forma da mão fechada e caem facilmente das árvores. Ocorrem abundantemente na vegetação secundária das matas úmidas do litoral e das serras.
FITOQUÍMICA:
As folhas contêm saponinas (ambaína), alcaloides (cecropina), vários ácidos orgânicos (araquídico, cerótico, esteárico, margárico, nonadecanoico, tricosanpoico, pentacosanoico) triterpenoides (β-sitosterol, α e β-amirina), flavonas (isovitexina, isoorientina, apigenina, luteolina), procianidinas, flavonoides, ácidos fenólicos (clorogênico), glicosideos cardiotónicos, sesquiterpenoides e óleo essencial (limoneno, 6-cadineno, calameno, α-copaeno).
MARCADOR:
Informação não encontrada na literatura citada.
ALEGAÇÕES:
Amplamente empregada pelos indígenas das Américas Central e Sul como broncodilatador, e antisséptico, encontrando-se referências do seu uso a partir do ano de 1535. As folhas frescas eram aplicadas sobre feridas e queimaduras e o látex do tronco utilizado para retirar verrugas. Em todo o Brasil, as folhas secas são utilizadas em chá como diurético. No México, faz parte do costume popular a ingestão, pelas pessoas diabéticas, do extrato aquoso de C. peltata ao longo do dia como tratamento do dia betes tipo 2.
PARTE UTILIZADA:
Folhas
VIA DE ADMINISTRAÇÃO:
Oral.
USO:
Adulto.
POSOLOGIA E FORMA DE USAR:
Planta seca: 2 a 10 g/dia.
Tintura (1:5): 10 a 50 ml/dia.
Decocto para hipertensão: 1 a 2 folhas secas (cerca de 20 g) em ½ litro de água. Ferver por 10 min, manter em geladeira e tomar 1 xícara de chá 1 a 3 vezes/dia.
FORMULAÇÕES CASEIRAS:
Xarope para asma e tosse: ferver, durante 1 min, 500 g das folhas em 1½ litro de água. Juntar 2 kg de açúcar e ferver por mais 3 min. A dose para crianças (entre 2 e 6 anos) é de 1 colher de sobremesa a cada 2 ou 3 h e para adultos 2 a 3 colheres a cada 2 h.
Diurético; ativador das funções (cardíacas e circulatórias); diabetes: em 1 xícara (chá), coloque 1 colher (chá) de folhas picadas e adicione água fervente. Abafe por 5 minutos e coe. Tome 1 xícara (chá), de 1 a 3 vezes ao dia.
Lavagens vaginais; corrimento vaginal; afecções cutâneas; feridas: coloque 3 colheres (sopa) de folhas picadas em 1/2 litro de água em fervura. Deixe ferver por 10 minutos. Coe e espere amornar. Faça banho de assento para higiene intima, no caso de corrimento vaginal. Para feridas e afecções cutâneas, banhe com esse liquido as partes afetadas, várias vezes ao dia.
Afecções das vias respiratórias (asma, bronquite e tosses): coloque 1 colher (sopa) de folhas e brotos frescos picados em 1 xícara (café) de água em fervura. Desligue o fogo, coe e adicione 2 xícaras (café) de açúcar cristal. Misture bem até dissolver. Tome 1 colher (sopa), 3 vezes ao dia. Para crianças dar somente metade da dose.
Ativador das funções (cardíacas, circulatórias e respiratórias); diurético; diabetes; afecções das vias respiratórias (asma, bronquites e tosses): coloque 3 colheres (sopa) de folhas e brotos picados em 1 xícara (chá) de álcool de cereais a 70%. Deixe em maceração por 1 semana e coe. Tome 1 colher (café), diluído em um pouco de água, 3 vezes ao dia.
CONTRAINDICAÇÕES:
Informação não encontrada na literatura citada.
EFEITOS ADVERSOS:
Não possui toxicidade nas dosagens habituais. Estudo no qual se administrou o extrato da planta por 90 dias em animais não demonstrou qualquer alteração bioquímica ou histopatológica.
CURIOSIDADE E INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:
Informação não encontrada na literatura citada.
REFERÊNCIAS:
LORENZI, H.; MATOS, F.J.A Plantas medicinais no Brasil. Nativas e exóticas. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2002.
PANIZZA, Sylvio. Plantas que curam: cheiro de mato. 4. ed. São Paulo: IBRASA, 1997. 279 p
SAAD, G. A et al. Fitoterapia Contemporânea: tradição e ciência na prática clínica, 2ª edição. Guanabara Koogan, 2016.

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