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  Publicado em: 12/01/2021
  Alterado em: 26/07/2021
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NOME BOTÂNICO:
Baccharis trimera (Less.) DC.
FAMÍLIA:
Asteraceae.
NOME POPULAR:
Carqueja; carqueja-do-mato, bacárdia, cacália, condamina, quina-de-condamine, tiririca-do-babado, carqueja-amargosa, carqueja-amarga, bacanta, bacorida, carque, cacalia-amarga, vassoura.
DESCRIÇÃO BOTÂNICA:
Subarbusto perene, ereto, muito ramificado na base, de caules e ramos verdes com expansões trialadas, de 50 a 80 cm de altura, nativa do sul e sudeste do Brasil, principalmente no campos de altitude. Folhas dispostas ao longo de caules e ramos, de cor esbranquiçada.
FITOQUÍMICA:
As partes aéreas contêm flavonoides (hispidulina, rutina, eupatorina, luteolina, nepetina, apigenina, kaempferol, cirsimaritina, cirsiliol, eriodictiol, 5-hidroxi-3,4,6,7-tetrametoxiflavona, quercetina, 3-o-metilquercetina, genkwani na e 7,4-di-o-metilapigenina), diterpenos (bacrispina, 1-desoxibacrispina, ácido hautriwaico e sua lactona), lactonas diterpênicas do tipo trans-clerodano (malonil clerodanos), estigmasterol, óleo essencial (α-pineno, β-pineno, canfeno, limoneno, acetato de carquejilo, carquejol, α-ocimeno, ledol) e saponinas. Os flavonoides são os constituintes majoritários.
MARCADOR:
Hiperosídeo
ALEGAÇÕES:
É recomendada para afecções estomacais, intestinais e hepáticas Dispepsia (Distúrbios da digestão).
PARTE UTILIZADA:
Partes aéreas.
VIA DE ADMINISTRAÇÃO:
Oral.
USO:
Adulto.
POSOLOGIA E FORMA DE USAR:
Infusão: 2,5g (2,5 colher de chá) em 150 mL (xícara de chá). Utilizar 1 xícara chá de 2 a 3 vezes ao dia.
FORMULAÇÕES CASEIRAS:
Infusão:adicionando-se água fervente a uma xícara (chá) contendo 1 colher (sopa) de suas hastes e folhas picadas, na dose de 1 xícara (chá) 3 vezes ao dia 30 minutos antes das refeições.
CONTRAINDICAÇÕES:
Não utilizar em grávidas, pois pode promover contrações uterinas. Evitar o uso concomitante com medicamentos para hipertensão e diabetes.
EFEITOS ADVERSOS:
O uso pode causar hipotensão (queda da pressão).
CURIOSIDADE E INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:
Informação não encontrada na literatura citada.
REFERÊNCIAS:
ALONSO, JR. Tratado de fitomedicina. Bases clínicas e farmacológicas. ISIS Ed. Argentina. 1998.
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada n. 10, de 9 de março de 2010. Dispõe sobre a notificação de drogas vegetais junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Diário Oficial [da] União da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 10 mar. 2010d. Não paginado. Disponível em: . Acesso em: 26 jul. 2021.
GUPTA, MP et al. 270 plantas medicinais iberoamericanas. CYTED. Colômbia. 1995.
PROPLAM - Guia de Orientações para implantação do Serviço de Fitoterapia. Rio de Janeiro. 2004.
SIMÕES, CMO. et. al. Plantas da medicina popular no Rio Grande do Sul. 5ª ed. Editora da Universidade UFRGS. 1998.

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