Planta medicinal Capim-limão
Autor: Eduardo Maia
  Publicado em: 04/08/2022
  Alterado em: 04/08/2022
Vizualizações: 28


Conheça as propriedades medicinais do Capim-limão (Cymbopogon citratus)



NOME BOTÂNICO: Cymbopogon citratus D.C. Staf
FAMÍLIA: Gramineae (Poaceae).
NOME POPULAR:
Capim-limão, erva-cidreira, capim-cidreira, capim-santo, capim-cheiroso, capim-de-cheiro capim marinho, capim-cidró, chá-de-estrada, cidró, citronela-de-java, capim-cidrilho, patchuli, capim-catinga, capim-ciri, grama-cidreira, capim-cidrilho, capim-citronela.
DESCRIÇÃO BOTÂNICA:
Erva cespitosa quase acaule, com folhas longas, estreitas e aromáticas e, quando recentemente amassadas têm forte cheiro de limão. Flores raras e estéreis em nossas condições. A originária do velho mundo e muito cultivada em quase todos os países tropicais inclusive no Brasil, tanto para fins industriais como em hortas caseiras para uso em medicina adicional. Para novo plantio os perfilhos devem ser retirados em grupos de 3, uma vez por ano, replantados com espaçamento de 50 x 80 cm. Permite até 4 cortes por ano.
FITOQUÍMICA:
As folhas contêm óleo essencial (0,2 a 0,5%) (α e β-citral, nerol, geraniol, citronelal, terpinoleno, acetato de geranila, mirceno, terpinol, metil-heptenona, borneol, acetato de linalol, α e β-pineno, limoneno, linalool, β-cariofileno), triterpenoides (cimbopogonol e cimbopogona), fenilpropanoides (ácidos cafeico, paracumárico e clorogênico), flavonoides (quercetina, kaempferol e apigenina), sitosteróis, saponinas, sais minerais e vitaminas. A presença de alcaloides no rizoma foi relatada; no entanto, precisa ser confirmada.
MARCADOR:
Citral.
ALEGAÇÕES:
Cólicas intestinais e uterinas. Quadros leves de ansiedade e insônia, como calmante suave.
PARTE UTILIZADA: Folhas.
VIA DE ADMINISTRAÇÃO: Oral.
USO: Adulto e Pediátrico acima de 12 anos.
POSOLOGIA E FORMA DE USAR:
Infusão: 1 a 3g (1 a 3 colheres de chá) em 150ml (xícara de chá). Utilizar 1 xícara chá de 2 a 3 vezes ao dia.
FORMULAÇÕES CASEIRAS:
Insônia; nervosismo; ansiedade; psicoses; digestivo estomacal; gases intestinais; febre; lactante: em 1 xícara (chá), coloque 1 colher (sopa) de folhas frescas bem picadas e adicione água fervente. Abafe por 5 minutos e coe. Acrescente gotas de limão e adoce com mel. Tome 1 xícara (chá), de 1 a 2 vezes ao dia.
Reumatismo; contusões; dores musculares: em um pilão, coloque 1 xícara (café) de rizomas frescos e 1 colher (sopa) de óleo de coco. Amasse bem. Espalhe em um pano ou gaze e aplique no local dolorido, 2 vezes ao dia.
Repelente de insetos: coloque várias folhas em um saco de pano. Guarde junto das roupas como aromatizante e para repelir insetos. Troque as folhas quando estiverem secas e sem aroma.
Limpeza dos dentes e gengivas: coloque 1 colher (sobremesa) de rizoma fresco fatiado em 1 xícara (chá) de água em fervura. Desligue o fogo, coe e deixe amornar. Faça bochechos, de 2 a 3 vezes ao dia.
Suco: Recomenda-se utilizar o chá das folhas frescas ou um refresco preparado a partir da mistura de cerca de 40 folhas cortadas e trituradas em liquidificador juntamente com o suco de 4 a 6 limões em um litro d'água. Este preparado deve ser cuidadosamente filtrado e pode ser tomado durante todo o dia. Esta preparação tem as mesmas indicações do chá.

CONTRAINDICAÇÕES:
Pode aumentar o efeito de medicamentos sedativos (calmantes).
EFEITOS ADVERSOS:
Informação não encontrada na literatura citada.
CURIOSIDADE E INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:
As infusões devem ser cuidadosamente filtradas, pois a ingestão contínua de microfilamentos que ficam em suspensão pode ocasionar ulcerações na mucosa do esôfago.
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada n. 10, de 9 de março de 2010. Dispõe sobre a notificação de drogas vegetais junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Diário Oficial [da] União da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 10 mar. 2010d. Não paginado. Disponível em: . Acesso em: 26 jul. 2021.
GILBERT, B; FERREIRA, JL; ALVES, LF. Monografias de plantas medicinais brasileiras e aclimatadas. Curitiba. ABIFITO. 2005.
GUPTA, MP et al. 270 plantas medicinais iberoamericanas. CYTED. Colômbia. 1995.
IEPA. Farmácia da terra - Plantas medicinais e alimentícias. 2ª ed. Macapá. 2005.
MATOS, FJA. As plantas das Farmácias Vivas. Fortaleza. 1997a.
MATOS, FJA. Farmácias vivas. UFC Edições. 3ª ed. Fortaleza. 1998.
MATOS, FJA. O formulário fitoterápico do professor Dias da Rocha. 2 ed. UFC Edições. 1997b.
MATOS, FJA. Plantas medicinais. Guia de seleção e emprego de plantas usadas em fitoterapia no Nordeste Brasileiro. 2ª ed. Editora UFC. Fortaleza, 2000.
MATOS, FJA; VIANA, GSB; BANDEIRA, MAM. Guia fitoterápico. Fortaleza. 2001.
MELO-DINIZ et al. Memento Fitoterápico. As plantas como alternativa terapêutica. Aspectos populares e científicos. Ed. UFPB. 1998.
PROPLAM - Guia de Orientações para implantação do Serviço de Fitoterapia. Rio de Janeiro. 2004.
SIMÕES, CMO. et. al. Plantas da medicina popular no Rio Grande do Sul. 5ª ed. Editora da Universidade UFRGS. 1998.
VIANA, GSB; BANDEIRA, MAM; MATOS, FJA. Guia fitoterápico. Fortaleza. 1998.

Gostou desse conteúdo? Então compartilhe!

Eduardo Maia
Farmacêutico Especialista em Fitoterapia Clínica pela UFSCar.
Profissional com sólida formação em pesquisa e inovação.
Atua como professor digital na área de fitoterapia.