Planta medicinal Erva Luíza
Autor: Eduardo Maia
  Publicado em: 04/08/2022
  Alterado em: 05/08/2022
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Conheça as propriedades medicinais da Erva Luíza (Aloysia triphylla)



NOME BOTÂNICO: Aloysia triphylla Royle
FAMÍLIA: Verbenaceae
NOME POPULAR:
Erva-luíza, erva-cidreira, cidró, cidrózinho, cidrão, “Cedrón” (Peru), limão-verbena, verbena, erva-da-pontada, cidró-pessegueiro.
DESCRIÇÃO BOTÂNICA:
Arbusto grande, muito ramificado, ereto, aromático, medindo de 2-3 m de altura. Folhas simples, glabras em ambas as faces, de margens serreadas na porção apical, verticiladas, em número de 3 ou 4 por nó, de 8-12cm de comprimento. Flores brancas ou rosadas, dispostas em inflorescências paniculadas terminais.
FITOQUÍMICA:
Óleo essencial (citral, limoneno, citronelol, geraniol, α e β-pineno, cineol, etil-eugenol, entre outros); flavonóides (luteolina-7-diglicuronídeo, apigenina, crisoeriol, hispidulina, etc.); compostos fenólicos (verbascosídeo); taninos hidrolisáveis; iridóides;
MARCADOR:
Informação não encontrada na literatura citada.
ALEGAÇÕES:
Erva aromática, rica em óleo essencial, que age como sedativo brando, febrífugo, antiespasmódico. Suas folhas são empregadas internamente contra resfriados, gripes, como digestiva, tônica, antiespasmódica, carminativa, eupéptica e calmante.
A maior parte destas ações estão ligadas ao óleo essencial: atividade antiespasmódica, eupéptica, carminativa, antimicrobiana, analgésica local e ligeiramente sedante.
PARTE UTILIZADA: Folhas
VIA DE ADMINISTRAÇÃO: Oral
USO: Adulto
POSOLOGIA E FORMA DE USAR:
Infusão: para uma xícara colocar 1 colher de sopa de folhas e flores , verter água quente sobre as folhas , abafar 15 min., coar e tomar. Toma-se 2-3 xícaras ao dia.
FORMULAÇÕES CASEIRAS:
Informação não encontrada na literatura citada.
CONTRAINDICAÇÕES:
O óleo essencial produz uterotonicidade, por isso é contra indicado durante a gravidez. A ação irritativa sobre as mucosas contra indica seu uso nos processos de gastrite, úlceras e lesões do sistema urinário. Não administrar tampouco durante a lactação.
Para o infuso de folhas não há relato de efeitos adversos.
EFEITOS ADVERSOS:
Relativos ao óleo essencial, em altas doses comporta-se como um neurotóxico. O uso prolongado provoca irritação da mucosa gástrica. O emprego do óleo essencial em perfumaria provocou reações de hipersensibilidade na pele ante a exposição solar. Cabe assinalar que tanto o citral como o geraniol, são agentes tóxicos para a pele quando se aplicam em forma cutânea.
CURIOSIDADE E INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:
Informação não encontrada na literatura citada.
REFERÊNCIAS:
ALONSO, JR. Tratado de fitomedicina. Bases clínicas e farmacológicas. ISIS Ed. Argentina. 1998.
LORENZI, H.; MATOS, F.J.A Plantas medicinais no Brasil. Nativas e exóticas. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2002.
SIMÕES, CMO. et. al. Plantas da medicina popular no Rio Grande do Sul. 5ª ed. Editora da Universidade UFRGS. 1998.

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Eduardo Maia
Farmacêutico Especialista em Fitoterapia Clínica pela UFSCar.
Profissional com sólida formação em pesquisa e inovação.
Atua como professor digital na área de fitoterapia.