5 ervas cidreiras
Autor: Eduardo Maia
  Publicado em: 05/08/2022
  Alterado em: 05/08/2022
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Vamos conhecer as propriedades medicinais de 5 ervas cidreiras?



Quando falamos "Erva cidreira" qual imagem vem em sua mente?
Esta confusão é gerada devido estas plantas possuírem algumas propriedades que conferem gosto, aroma e propriedades medicinais parecidas. Todas elas apresentam o citral, um componente do óleo essencial presente nas folhas, que imprime um forte aroma de limão e tem propriedades antimicrobiana, sedativa e relaxante.

capim limãoCapim-limão (Cymbopogon citratus)
Família: Poaceae
Outros nomes populares: capim-cidró, capim-cheiroso, capim-santo, erva-cidreira, erva-príncipe, lemon grass.
Esta erva quase não possui caule, tem folhas bem longas e com aroma de limão. Suas flores são raras e estéreis no nosso clima brasileiro. É originária da Índia, por isso é facilmente cultivada em diversas regiões do mundo.
Possui propriedade calmante, bactericida, analgésica e desinfetante. A infusão das folhas é muito usado para combater os gases intestinais, servindo também como calmante e refrescante (chá gelado).
Por ser uma planta rústica, seu plantio e manutenção são realizados facilmente. Prefere solos frescos, sem umidade exagerada, argilosos ou próximos de cursos de água. Necessita de iluminação plena. O plantio poderá ser feito ao longo de todo o ano, por divisão de touceiras. Cresce espontaneamente, mas não suporta regiões frias.
Saiba mais sobre o Capim-limão

lipiaLípia (Lippia alba)
Família: Verbenaceae
Outros nomes populares: cidreira-brasileira, erva-cidreira, erva-cidreira-de-arbusto, melissa.
Arbusto de pequeno porte, pouco ramificado, atingindo entre 1,5-2,0 m de altura. Seus ramos são finos, esbranquiçados, arqueados, longos e quebradiços. Apresenta flores arroxeadas. Originária da América do Sul. Também é uma planta de fácil cultivo, adapta-se bem a vários tipos de solo. Reproduz-se bem por estaquia e também através de sementes.
O citral presente em suas folhas, e nas outras ervas-cidreiras, é eficaz para insônia, dores de cabeça causadas por estresse e para melhorar a digestão e a ansiedade. O chá é feito da infusão de suas folhas.
Saiba mais sobre a Lípia

melissaMelissa (Melissa officinalis)
Família: Lamiaceae
Outros nomes populares: chá-da-frança, cidreira, cidreira-verdadeira, erva-cidreira.
Erva rasteira, perene, aromática, ramificada desde a base, ereta, de 30-60 cm de altura. Suas flores têm coloração creme e são dispostas em buquês laterais. Nativa do Mediterrâneo até a Ásia Central. É originária de clima temperado, por isto dá-se bem em temperaturas mais baixas, porém não suporta invernos rigorosos e geadas. Pode ser cultivada sob sol pleno ou a meia-sombra. Prefere solo rico em matéria orgânica, com boa umidade e bem drenado. Propaga-se por sementes, divisão de touceira e por estaquia.
É usada para diminuir gases e cólicas, estimula a transpiração. Possui propriedade calmante e digestiva.
Saiba mais sobre a Melissa

erva luisaErva-Luísa (Aloysia triphylla)
Família: Verbenaceae
Outros nomes populares: cidró, erva-cidreira, limonete, lúcia-lima, verbena.
Arbusto de grande porte, atingindo entre 2-3 m de altura. Apresenta muitas ramificações, formando uma touceira bem cheia e com ramos em diversas direções. Suas flores surgem entre junho e setembro, elas são brancas ou levemente rosadas, dispostas em inflorescências terminais. Originária da América do Sul, mais especificamente do Chile, Argentina e Peru. Vai muito bem em vasos de boca larga, bacias, porém desenvolve-se melhor em canteiros. Gosta de clima ameno, boa luminosidade (acima de 5 horas) e com leve umidade de solo e de ambiente. O solo deve ser leve, bem drenado e profundo.
Apresenta propriedade antibacteriana, antiespasmódica, febrífuga e sedativa. Popularmente, é utilizado em casos de amigdalite, asma, congestão de seio nasal, diarreia, dor de estômago, de garganta e dores de cabeça. O óleo essencial é utilizado para aromatizar sabão, óleo de banho e cosmético.
Saiba mais sobre a Erva Luísa

E se eu te disser que existe uma 5ª planta que também leva nome de erva cidreira, você acredita?



capinzinho-cidreiraCapinzinho-cidreira (Elionurus muticus)
Família: Poaceae
Outros nomes populares: capim-cidreira, erva-cidreira, capim-cidreira-fino, capim-limão-fino e capim-carona.
É uma gramínea cespitosa de folhas filiformes. 
Esta planta é usada popularmente como medicinal e aromática, tendo sido considerada as propriedades sudoríficas e de baixar a febre, além das atividades antioxidante e antibacteriana. Em Fraiburgo (SC), o chá do capim-cidreira-fino é usado como digestivo, para gripes e resfriados.


Me diz aí..., Já conhecia todas estas essas espécies? Conhece outra cidreira que não foi citada acima? Conte para mim!



REFERÊNCIAS:
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada n. 10, de 9 de março de 2010. Dispõe sobre a notificação de drogas vegetais junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Diário Oficial [da] União da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 10 mar. 2010d. Não paginado. Disponível em: . Acesso em: 26 jul. 2021.
GILBERT, B; FERREIRA, JL; ALVES, LF. Monografias de plantas medicinais brasileiras e aclimatadas. Curitiba. ABIFITO. 2005.
GUPTA, MP et al. 270 plantas medicinais iberoamericanas. CYTED. Colômbia. 1995.
IEPA. Farmácia da terra - Plantas medicinais e alimentícias. 2ª ed. Macapá. 2005.
MATOS, FJA. As plantas das Farmácias Vivas. Fortaleza. 1997a.
MATOS, FJA. Farmácias vivas. UFC Edições. 3ª ed. Fortaleza. 1998.
MATOS, FJA. O formulário fitoterápico do professor Dias da Rocha. 2 ed. UFC Edições. 1997b.
MATOS, FJA. Plantas medicinais. Guia de seleção e emprego de plantas usadas em fitoterapia no Nordeste Brasileiro. 2ª ed. Editora UFC. Fortaleza, 2000.
MATOS, FJA; VIANA, GSB; BANDEIRA, MAM. Guia fitoterápico. Fortaleza. 2001.
MELO-DINIZ et al. Memento Fitoterápico. As plantas como alternativa terapêutica. Aspectos populares e científicos. Ed. UFPB. 1998.
PROPLAM - Guia de Orientações para implantação do Serviço de Fitoterapia. Rio de Janeiro. 2004.
SIMÕES, CMO. et. al. Plantas da medicina popular no Rio Grande do Sul. 5ª ed. Editora da Universidade UFRGS. 1998.
VIANA, GSB; BANDEIRA, MAM; MATOS, FJA. Guia fitoterápico. Fortaleza. 1998.


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Eduardo Maia
Farmacêutico Especialista em Fitoterapia Clínica pela UFSCar.
Profissional com sólida formação em pesquisa e inovação.
Atua como professor digital na área de fitoterapia.