Planta medicinal Macela
Autor: Eduardo Maia
  Publicado em: 26/07/2022
  Alterado em: 05/08/2022
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Conheça as propriedades medicinais da Macela (Achyrocline satureioides)



NOME BOTÂNICO:
Achyrocline satureioides (Lam.) DC
FAMÍLIA:
Asteraceae.
NOME POPULAR:
Macela, alecrim-de-parede, camomila-nacional, carrapichinho-de-agulha, chá-de-lagoa, losna-do-mato, macela-amarela, macela-da-terra, macela-do-campo, macela-do-sertão, macelinha, marcela, marcela-do-campo, paina.
DESCRIÇÃO BOTÂNICA:
Planta herbácea aromática, anual ou bianual, ramificada, de 0,4m até 1,5m de comprimento. Caule prostrado, estriado, com ramos longos e quebradiços. Folhas simples, inteiras, alternas, lanceoladas e alongadas, de consistência macia, com revestimento alvo tomentoso na face inferior. Flores reunidas em inflorescências amarelas axilares e terminais do tipo capítulos. Fruto do tipo cipsela (aquênio) estreita, de cor parda. Distribuição: nativa de campos e áreas abertas ensolaradas do Brasil, ela ocorre no sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), no sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo) e no nordeste (Bahia). Fora do país, é encontrada no Uruguai, na Argentina e no Paraguai.
FITOQUÍMICA:
Flavonoides (quercetina, luteolina, galangina, isognafanalina), óleo essencial, saponinas triterpênicas.
MARCADOR:
Flavonoides
ALEGAÇÕES:
Má digestão e cólicas intestinais; como sedativo leve; e como anti-inflamatório. Extratos das flores apresentaram atividades antibacteriana, antiespasmódica, anti-inflamatória, analgésica, sedativa e antiviral contra vírus de herpes simples tipo 1. As folhas e os caules também demonstraram atividade antiespasmódica.
PARTE UTILIZADA:
Sumidades floridas.
VIA DE ADMINISTRAÇÃO:
Oral.
USO:
Adulto e Pediátrico acima de 12 anos.
POSOLOGIA E FORMA DE USAR:
Infusão de 1,5g (1/2 colher de sopa) em 150 mL (xícara de chá). Utilizar 1 xícara de chá 4 vezes ao dia.
FORMULAÇÕES CASEIRAS:
Digestivo (estomacal, hepático e intestinal); diarréias; disenterias: em 1 xícara (chá), coloque 1 colher (chá) da inflorescência e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Ainda morno, tome 1 xícara (chá) de manhã, em jejum, e outra 30 minutos antes das principais refeições.
Reumatismo; dores (nas juntas e músculos); nevralgias; menstruação dolorosa; cólicas (intestinais e renais):
RECEITA 1: em um recipiente com água em fervura, coloque uma peneira e sobre ela estenda um pano, de modo que não toque na água em fervura. Espalhe sobre esse pano 5 colheres (sopa) da planta toda picada. Tampe o recipiente e deixe nesse vapor quente por 10 minutos. Aplique o pano com a erva, ainda morno, nas partes afetadas. Cubra com uma flanela ou lã, deixando agir por 2 horas, ou durante a noite toda.
RECEITA 2: Coloque 5 colheres (sopa) da planta toda em 1 litro de água em fervura. Desligue o fogo, espere amornar e coe. Adicione à água morna do banho. Faça banho de imersão, durante 15 minutos, não deixando que a água do banho atinja o nível do peito (coração). Em seguida, não enxugue, mas envolva o corpo em uma toalha grande de banho e procure provocar a transpiração.
Insônia: com uma porção da planta toda faça almofadas ou pequenos travesseiros. Procure dormir com a cabeça repousada sobre esse travesseiro ou almofada.
CONTRAINDICAÇÕES:
Informação não encontrada na literatura citada.
EFEITOS ADVERSOS:
Informação não encontrada na literatura citada.
CURIOSIDADE E INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:
Informação não encontrada na literatura citada.
REFERÊNCIAS:
ALONSO, JR. Tratado de fitomedicina. Bases clínicas e farmacológicas. ISIS Ed. Argentina. 1998.
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada n. 10, de 9 de março de 2010. Dispõe sobre a notificação de drogas vegetais junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Diário Oficial [da] União da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 10 mar. 2010d. Não paginado. Disponível em: . Acesso em: 26 jul. 2021.
GUPTA, MP et al. 270 plantas medicinais iberoamericanas. CYTED. Colômbia. 1995.
SIMÕES, CMO. et. al. Plantas da medicina popular no Rio Grande do Sul. 5ª ed. Editora da Universidade UFRGS. 1998.

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Eduardo Maia
Farmacêutico Especialista em Fitoterapia Clínica pela UFSCar.
Profissional com sólida formação em pesquisa e inovação.
Atua como professor digital na área de fitoterapia.