Achyrocline satureioides (Lam.) DC.
Asteraceae.
Nomes Populares:
Descrição Botânica:
Planta herbácea aromática, anual ou bianual, ramificada, de 0,4m até 1,5m de comprimento. Caule prostrado, estriado, com ramos longos e quebradiços. Folhas simples, inteiras, alternas, lanceoladas e alongadas, de consistência macia, com revestimento alvo tomentoso na face inferior. Flores reunidas em inflorescências amarelas axilares e terminais do tipo capítulos. Fruto do tipo cipsela (aquênio) estreita, de cor parda. Distribuição: nativa de campos e áreas abertas ensolaradas do Brasil, ela ocorre no sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), no sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo) e no nordeste (Bahia). Fora do país, é encontrada no Uruguai, na Argentina e no Paraguai.
Fitoquímica:
Flavonoides (quercetina, luteolina, galangina, isognafanalina), óleo essencial, saponinas triterpênicas.
Marcador Químico:
Alegações:
Má digestão e cólicas intestinais; como sedativo leve; e como anti- inflamatório.
Extratos das flores apresentaram atividades antibacteriana, antiespasmódica, anti-inflamatória, analgésica, sedativa e antiviral contra vírus de herpes simples tipo 1.
As folhas e os caules também demonstraram atividade antiespasmódica.
Parte Utilizada:
Sumidades floridas.
Via de Administração:
Oral.
Uso:
Adulto e Pediátrico acima de 12 anos.
Posologia Recomendada:
Infusão (RDC 10/2010, FFFB2): utilizar de 0,5 g a 1,5 g (1/2 colher de sopa) em 150 mL (xícara de chá). Tomar 1 xícara de chá 4 vezes ao dia.
Tintura (FFFB2): Tintura 10% (10 g da droga vegetal em 100 mL de álcool etílico 70%). Tomar 3 a 9 mL da tintura, diluídos em 50 mL de água, três vezes ao dia.
Formulações Caseiras:
Digestivo (estomacal, hepático e intestinal); diarreias: disenterias: em 1 xícara (chá), coloque 1 colher (chá) da inflorescência e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Ainda morno, tome 1 xícara (chá) de manhã, em jejum, e outra 30 minutos antes das principais refeições.
Reumatismo; dores (nas juntas e músculos); nevralgias; menstruação dolorosa; cólicas (intestinais e renais):
RECEITA 1: em um recipiente com água em fervura, coloque uma peneira e sobre ela estenda um pano, de modo que não toque na água em fervura. Espalhe sobre esse pano 5 colheres (sopa) da planta toda picada. Tampe o recipiente e deixe nesse vapor quente por 10 minutos. Aplique o pano com a erva, ainda morno, nas partes afetadas. Cubra com uma flanela ou lã, deixando agir por 2 horas, ou durante a noite toda.
RECEITA 2: Coloque 5 colheres (sopa) da planta toda em 1 litro de água em fervura. Desligue o fogo, espere amornar e coe. Adicione à água morna do banho. Faça banho de imersão, durante 15 minutos, não deixando que a água do banho atinja o nível do peito (coração). Em seguida, não enxugue, mas envolva o corpo em uma toalha grande de banho e procure provocar a transpiração.
Insônia: com uma porção da planta toda faça almofadas ou pequenos travesseiros. Procure dormir com a cabeça repousada sobre esse travesseiro ou almofada.
Segurança e Restrições:
Contraindicações:
Uso contraindicado para pessoas que apresentam hipersensibilidade aos componentes da formulação e às espécies da família Asteraceae. Durante a gestação e lactação, e para menores de 18 anos, devido à falta de dados adequados que comprovem a segurança nessas situações. O uso da preparação de tintura é especialmente contraindicado para gestantes, lactantes, alcoolistas e diabéticos, em função do teor alcoólico na formulação. Pode, em casos raros, provocar vertigem, cefaleia, alergia ocular e fitofotodermatose (dermatite de contato pós exposição solar). Pessoas que apresentam episódios de hipoglicemia devem solicitar orientação médica antes do uso desse produto. Pode potencializar o efeito da insulina, barbitúricos e outros sedativos. Não utilizar em doses acima das recomendadas. Em caso de aparecimento de eventos adversos, suspender o uso do produto e consultar um médico.
Informação não encontrada na literatura consultada.
Notas do Especialista:
Informação não encontrada na literatura consultada.
Referências Bibliográficas:
ALONSO, 1998. GUPTA et al, 1995. IPATINGA , 2000. SIMÕES et al, 1998. LORENZI & MATOS, 2002. PANIZZA S, 1998. BRASIL, 2010a.