Allium sativum L.

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Família Botânica:
Liliaceae.

Nomes Populares:
Alho, alho-bravo, alho-comum, alho-hortense, alho-manso, alho-ordinário, alho-do-reino.

Descrição Botânica:

Erva bulbosa, pequena, de cheiro forte e característico, perene, com bulbo formado de 8-12 bulbilhos (dentes). Folhas lineares e longas. Flores brancas ou avermelhadas, dispostas em umbela longo-penduculada. O fruto, é uma cápsula loculicida com 1 a 2 sementes em cada loja.


Fitoquímica:

Óleo essencial obtido do bulbo (0,1 a 0,2%), contém cerca de 53 constituintes voláteis instáveis, quase todos derivados orgânicos do enxofre principalmente, ajoeno, alicina e aliina.


Marcador Químico:

Alicina.


Alegações:

Seu uso terapêutico é amplo, incluindo gripe, quadros febris, asma brônquica, bronquite crônica, infecções das vias aéreas, parasitoses intestinais, hipertensão arterial, hipercolestorlemia, diabetes mellitus, como regularizador das funções intestinais (flatulência e como antiespasmódico), para cólicas menstruais, dores de origem reumática, nas afecções hepáticas e biliares e na ansiedade.


Parte Utilizada:
Bulbilho (dentes).

Via de Administração:
Oral.

Uso:
Adulto e Pediátrico acima de 12 anos.

Posologia Recomendada:

Maceração: 0,5 g (1 colher de café) em 30 mL (cálice); utilizar 1 cálice 2 vezes ao dia antes das refeições.


Formulações Caseiras:

Pressão alta; dilatador de artérias e capilares; formigamento das partes terminais; diurético: amasse um dente de alho em 1/2 copo de água potável. Deixe em maceração durante a noite. Tome em jejum, de manhã ao levantar.

Afecções pulmonares (bronquite, gripe e tosse); normalizador da pressão arterial: triture 2 a 3 dentes de alho em 1 xícara (café) de água potável. Deixe em maceração durante 1 noite, em temperatura ambiente. Junte, após a maceração, 1 xícara (chá) de álcool de cereais. Coe, utilizando um tecido fino e esprema o resíduo. Tome 15 gotas em um copo de água, 2 vezes ao dia. Tome muito cuidado em não aumentar a dose estabelecida.

Suplemento na nutrição; antigripal; afecções pulmonares (bronquite e tosse): em um recipiente de porcelana ou vidro, coloque 3 dentes de alho e adicione 1 xícara (café) de óleo de girassol. Amasse bem e leve ao fogo em banho maria, durante 1 hora. Deixe esfriar e coe em uma peneira. Tome 1 colher (sobremesa), 2 vezes ao dia, 30 minutos antes das principais refeições.

Vermes intestinais: em um pilão, coloque 1 dente de alho e 3 folhas frescas de hortelã (menta). Amasse bem e adicione 1 xícara (café) de água potável. Misture e coe em um pano, espremendo o resíduo. Tome 1 colher (sopa) de manhã, em jejum, e outra à noite. Para crianças dar somente 1 colher (sobremesa).


Segurança e Restrições:
Contraindicações:

Não deve ser utilizado por menores de três anos e pessoas com gastrite e úlcera gástrica, hipotensão (pressão baixa) e hipoglicemia (concentração de açúcar baixo no sangue). Não utilizar em caso de hemorragia e em tratamento com anticoagulantes.

Efeitos Adversos Possíveis:

Doses acima da recomendada podem causar desconforto gastrointestinal.


Notas do Especialista:

Descontinuar o uso 10 dias antes de qualquer cirurgia. Deixar a droga seca rasurada por cerca de uma hora em maceração.


Referências Bibliográficas:

WITCHL, M et al. Herbal drugs and phytopharmaceuticals. A handbook for practice on a scientific basis. 3 ed. Medpharm. CRC Press. Washington. 2004.

MILLS, S; BONE, K. The essential guide to herbal safety. Elservier. 2004.

GRUENWALD, J et al. PDR for herbal medicines. 2000.

BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resolução da Diretoria Colegiada – RDC n° 10, de 9 de março de 2010, dispõe sobre a notificação de drogas vegetais junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e dá outras providências. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, DF, 10 de mar. 2010.

BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Memento Fitoterápico da Farmacopeia Brasileira, 1ª edição. Brasília, 2016.

SAAD, G. A. et al. Fitoterapia Contemporânea: Tradição e Ciência na Prática Clínica. 2a. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.

PANIZZA S, S. Plantas que curam (cheiro de mato). 4ª ed. São Paulo: IBRASA, 1998. 279p.


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