Anacardium occidentale L

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Família Botânica:
Anacardiaceae.

Nomes Populares:
Acajaíba, acaju, acaju-açu, acajuba, acajuíba, acaju-pokoba, acaju-piranga, cacaju, caju, caju-banana, caju-da-praia, caju-de-casa, caju-manso, canju-manteiga, casca-antidiabética, salsaparrilha-dos-pobres, cajueiro.

Descrição Botânica:
Árvore de copa baixa, 5 a 10 m de altura. Folhas simples, de 8 a 14 cm de comprimento. Flores pequenas, perfumadas, de cor vermelha a púrpura, dispostas em panículas terminais. Fruto reniforme do tipo aquênio, vulgarmente conhecido como castanha, cujo mesocarpo contém um óleo-resina cáustica, conhecido como LCC (líquido da castanha do caju); no seu interior se encontra uma amêndoa oleaginosa, comestível. O caju, é o pedúnculo floral que se desenvolveu formando um pseudofruto carnoso.

Fitoquímica:
Folhas e casca do caule: taninos; gomas; resinas; material corante; saponinas. Pseudofruto: taninos; vitamina C, açúcares; fibras; água. Fruto (castanha): ácido anacárdico; anacardol; cardol; taninos. Amêndoa (semente): óleo fixo; proteínas; sais minerais.

Marcador Químico:
Informação não encontrada na literatura cconsultada.

Alegações:
Diarreia não infecciosa. Lesões como anti-séptico e cicatrizante.

Parte Utilizada:
Entrecasca

Via de Administração:
Oral e Tópico.

Uso:
Adulto.

Posologia Recomendada:
Decocção: 4,5g (1 1⁄2 colher de sopa) em 150ml (xícara de chá). Oral: Utilizar 1 xícara, 3 a 4 vezes ao dia. Tópico: Aplicar compressa na região afetada 3 a 4 vezes ao dia.

Formulações Caseiras:
Diabetes: coloque 1 colher (chá) do pó da casca do caule do caju vermelho, em 1 xícara (chá) de água em fervura. Desligue o fogo, espere esfriar e coe em uma peneira. Tome 1 xícara (chá), 2 vezes ao dia. Feridas; infecção da garganta: coloque 1 colher (sopa) do pó da casca do caule em 1 copo de água em fervura. Desligue o fogo, deixe em repouso por 24 horas e coe em uma peneira. Use para fazer bochechos, gargarejos ou para lavar feridas infeccionadas. Diarreias; disenterias: coloque 3 colheres (sopa) de folhas novas e frescas, cortadas em pedaços bem pequenos em 1/2 litro de água em fervura. Deixe ferver por 10 minutos e coe. Tome 1 copo toda vez que for evacuar. No caso de crianças deve ser dada metade da dose. Suplemento nutritivo (regime de emagrecimento): a semente torrada pode ser consumida, 1 hora antes das principais refeições. Alimento nutritivo: ingerir o pseudofruto ao natural, como sobremesa ou entre as refeições, e em sucos. Frieiras: coloque 1 colher (chá) de casca do caule em 1 litro de água em fervura. Deixe ferver por 15 minutos e coe em uma peneira. Despeje em uma bacia e acrescente mais 2 litros de água quente. Mergulhe o local afetado (pés ou mãos), por 10 a 15 minutos. Repetir a aplicação até a melhora.

Segurança e Restrições:
Contraindicações:
Não deve ser utilizado por período superior ao recomendado.
Efeitos Adversos Possíveis:
Informação não encontrada na literatura citada.

Notas do Especialista:
Não utilizar junto com anticoagulantes, corticóides e antiinflamatórios.

Referências Bibliográficas:

MAIA, E. Chás medicinais: utilização segura e eficaz. Maringá/PR: Essência Raiz, 2021.

BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resolução da Diretoria Colegiada – RDC n° 10, de 9 de março de 2010, dispõe sobre a notificação de drogas vegetais junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e dá outras providências. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, DF, 10 de mar. 2010.

LORENZI, H. & MATOS, FJA. Plantas medicinais no Brasil. Nativas e exóticas. 2 ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2008.

PANIZZA S, S. Plantas que curam (cheiro de mato). 4ª ed. São Paulo: IBRASA, 1998. 279p.


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