Calendula officinalis L.

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Família Botânica:
Asteraceae.

Nomes Populares:

Calêndula, bonina, flor-de-todos-os-males, malmequer, malmequer-dojardim, maravilha. maravilha-dos-jardins, margarida-dourada, verrucária.


Descrição Botânica:

Herbácea anual, ereta, ramificada, de 30-60 cm de altura, nativa da Ilhas Canárias e região Mediterrânea. Folhas simples, sésseis, de 6-12 cm de comprimento, Flores amarelas ou alaranjadas, dispostas em capítulos terminais grandes. Multiplica-se por sementes. 


Fitoquímica:

Rica em flavonoides, que são os marcadores da espécie - mínimo 0,4%, (isoquercitrina, quercetina, narcissina, neo-hesperidosídeo e rutina), terpenoides (α- e βamirina, lupeol, longispinogenina), fitosteróis, polissacarídios, taninos e carotenoides. O óleo essencial é constituído principalmente de mentona, isomentona, cariofileno, pedunculatina, α e β-ionona. 


Marcador Químico:

Flavonoides.


Alegações:

Inflamações e lesões, contusões e queimaduras.


Parte Utilizada:
Flores.

Via de Administração:
Tópico.

Uso:
Adulto e Pediátrico acima de 12 anos.

Posologia Recomendada:

Infusão: 1 colher de sobremesa das pétalas das flores picadas (1-2g) em 1 xícara de chá (150 mL) de água fervente. Deixar descansar tampada por 10 min, coar e tomar 1 xícara antes das principais refeições. O chá pode ser utilizado externamente em compressas e gargarejos. Pode ser usado para lavar os olhos em casos de conjuntivite, mas redobre o cuidado para coar bem, e no manuseio e higiene do material utilizado no preparo do chá.


Formulações Caseiras:

Afecções hepáticas; menstruação (dolorosa ou insuficiente): em 1 xícara (chá), coloque 1 colher (sobremesa) de flores e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara (chá), 2 vezes ao dia, antes das principais refeições. No caso de menstruação dolorosa ou insuficiente, comece o tratamento 10 dias antes do início da menstruação.

Afecções hepáticas; menstruação (dolorosa ou insuficiente); feridas; úlceras: acnes; inflamações purulentas: coloque 2 colheres (sopa) de flores em 1 xícara (chá) de álcool de cereais a 70%. Deixe em maceração por 5 dias. Coe em um pano, espremendo o resíduo. Para o uso interno, tome 1 colher (chá) diluído em um pouco de água, 2 vezes ao dia. Para uso externo, a tintura deve diluída com igual quantidade de água. Faça aplicações locais, com um chumaço de algodão, de 2 a 3 vezes ao dia.

Entupimento do canal lacrimal (dacriocistite): em 1 xícara (chá), colo que 1 colher (sopa) de flores e adicione água fervente. Abafe por 15 minutos, coe e espere esfriar. Faça aplicações nos olhos, com um chumaço de algodão, de 2 a 3 vezes ao dia.

Escaras de decúbito; feridas; úlceras; pruridos; eczemas (escamoso ou liquenóide); fungos da pele: em um recipiente, coloque 1 colher (sobremesa) de tintura, com 1 colher (sobremesa) de óxido de zinco, 1 colher (sopa) de vaselina e 1 colher (sopa) de lanolina. Misture bem, até adquirir uma consistência pastosa. Aplique nos locais afetados, 2 vezes ao dia.

Reumatismo; contusões; dores musculares: em um pilão, coloque 2 colheres (sopa) de folhas frescas. Amasse bem, até adquirir uma consistência pastosa. Espalhe em um pano ou gaze, aplique no local afetado e cubra com um pano. Deve ser aplicada 2 vezes ao dia, durante 15 minutos, ou deixe agir a noite toda


Segurança e Restrições:
Contraindicações:

 Informação não encontrada na literatura citada

Efeitos Adversos Possíveis:

Pode causar dermatite de contato. Existe relato de anafilaxia com calêndula. Deve-se ter atenção especial ao potencial alérgico das espécies da família Asteraceae


Notas do Especialista:

Informação não encontrada na literatura citada. 


Referências Bibliográficas:

WICHTL, 2003. MILLS & BONE, 200. ESCOP, 2003. CARDOSO, 2009. PANIZZA S, 1998. LORENZI & MATOS, 2002. SAAD, G. A. et al. 2016. BRASIL, 2010a.


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