Curcuma longa L.

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Família Botânica:
Zingiberaceae.

Nomes Populares:

Açafrão, açafrão-da-índia, açafrão-da-terra, açafroa, açafroeira, açafroeiro-da-índia, batata- amarela, gengibre-amarelo, gengibre-dourada, mangarataia. 


Descrição Botânica:

Planta herbácea, perene, caducifólia, aromática, de folhas grandes longamente pecioladas, invaginantes e oblongo-lanceoladas. Flores amareladas, pequenas, dispostas em espigas compridas. As raízes terminam em um rizoma elíptico, de onde partem vários rizomas menores, todos marcados em anéis de brácteas secas. Cada rizoma mede até 10 cm comprimento e quando cortados mostram uma superfície de cor vermelha alaranjada. Tem cheiro forte agradável e sabor aromático e picante. Originária da Índia é cultivada em todo o mundo tropical.


Fitoquímica:

Os curcuminoides (polifenóis) são os principais constituintes (cerca de 70 a 80%), dentre esses, a curcumina é o constituinte majoritário (cerca de 77%), seguido da demetoxicurcumina (cerca de 17%) e da bisdemetoxicurcumina (cerca de 3%) e outros constituintes em menor proporção. Essa mistura será genericamente chamada de curcumina daqui em diante. O óleo essencial (2,5 a 7%) é constituído por alcoóis sesquiterpênicos e cetonas, tais como bisabolona, germacrona, α e β-zingibereno, curcumeno, bem como monoterpenoides (p-cimeno, β-felandreno, terpinoleno, p-cimen-8-ol, 1-8 cineol e borneol), diterpenoides e esteroides. O rizoma seco apresenta entre 1,5 e 5% de óleo essencial constituído principalmente de sesquitepenoides responsáveis por seu sabor aromático e cheiro característicos, sendo a Ar-turmerona e a α-turmerona os principais sesquiterpenoides existentes nesse óleo (40%). Essa mistura de componentes voláteis é responsável pela característica aromática e confere sabor, enquanto a curcumina fornece a coloração amarela que a caracteriza como tempero e corante em alimentos. Contém também sais minerais (Ca, Mg, Fe, P, Na, K), carotenoides e polissacarídios (arabinogalactanos).


Marcador Químico:

Curcuminoides.


Alegações:

 Dispepsia (distúrbios digestivos). Como antiiinflamatório.


Parte Utilizada:
Rizomas.

Via de Administração:
Oral.

Uso:
Adulto e Pediátrico acima de 12 anos.

Posologia Recomendada:

Decocção: 1,5g (3 colheres de café) em 150mL (1 xícara de chá). Utilizar 1 xícara de chá 1 a 2 vezes ao dia. 


Formulações Caseiras:

Digestivo estomacal; ativador da função hepática e da secreção biliar; flatulência: em 1 xícara (chá) coloque 1 colher (chá) de rizoma fatiado e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Ainda morno, tome em pequenos goles, 1 xícara (chá) de manhã, em jejum, e outra antes do almoço.

Digestivo estomacal; ativador da função hepática, da secreção biliar e da função renal; normalizador do colesterol; halitose (mau hálito) flatulência: em um pilão, coloque 2 colheres (sopa) de rizoma fatiado. Amasse bem e adicione 1 xícara (chá) de álcool de cereais a 80%. Deixe em maceração por 5 dias e coe. Armazene em vidro escuro, ao abrigo da luz solar. Tome 1 colher (café), diluído em um pouco de água, 10 minutos antes das principais refeições.

Feridas; escaras; erisipelas: coloque 1 colher (sopa) do rizoma fatiado em 1 copo de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos. Abafe por 10 minutos e coe. Aplique nas partes afetadas, em forma de compressas, 2 vezes ao dia.

Feridas; escaras; erisipelas; micoses: em 1 pilão, coloque 1 colher (sopa) de rizoma fatiado. Amasse bem e adicione 1 xícara (chá) de vinagre branco. Deixe em maceração por 5 dias e coe. Aplique no local afetado, com um chumaço de algodão, 2 vezes ao dia.


Segurança e Restrições:
Contraindicações:

Não deve ser utilizado por pessoas portadoras de obstrução dos dutos biliares e em caso de úlcera gastroduodenal. Em caso de cálculos biliares (pedra na vesícula), utilizar somente sob avaliação médica.

Efeitos Adversos Possíveis:

Não utilizar junto com anticoagulantes.


Notas do Especialista:

 Quando estocada, a droga perde em torno de 0,5% do óleo essencial por ano.


Referências Bibliográficas:

WICHTL, 2003. GARCIA et al, 1999. ALONSO, 1998. OMS, 1999. SAAD, G. A. et al., 2016. BRASIL, 2010a. PANIZZA S, 1998.


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