Passiflora edulis Sims.

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Família Botânica:
Passifloraceae.

Nomes Populares:

Maracujá-azedo, maracujá, maracujá-de-suco, maracujá-liso, maracujáperoba, maracujazeiro, maracujá-ácido. 


Descrição Botânica:

Trepadeira vigorosa com gavinhas, perene, de folhas alternas, trilobadas, com duas pequenas glândulas nectaríferas na base do limbo, próximas a inserção do curto pecíolo, com flores típicas das plantas deste gênero. É amplamente cultivada, especialmente no nordeste do Brasil para fins industriais


Fitoquímica:

O gênero Passiflora tem como característica fitoquímica apresentar alcaloides, flavonoides glicosilados e compostos cianogênicos. As folhas da P. edulis contêm o ciclopropano triterpeno glicosídeo (passiflorine), flavonoides glicosídeos (derivados da apigenina ou luteolina), fenóis, aminoácidos, carotenoides, alcaloides (harman, harmina, harmalina, harmol e harmanol), antocianinas e triterpenoides. Apresenta constituintes característicos da P. methystico (kavaína, iagonina e di-hidrometisticina). As folhas da P. incarnata contêm flavonoides (crisina, vitexina, isovitexina, saponarina, camp ferol, quercetina e apigenina), considerados os principais constituintes. Outros constituintes são alcaloides indólicos (harmano ou passiflorina, harmina, harmanol e harmalina), esteróis (estigmasterol e sitosterol), cumarinas (escopoletina e umbeliferona), maltol, lignanas (ácidos cafeico e ferúlico), heterosídeos cianogênicos, polissacarídeos, traços de óleo essencial (limoneno, cumeno, α-pineno, zizaeno), taninos (catecol, ácido gálico, leucoantocianidinas), aminoácidos, ácidos graxos. Os flavonoides encontram-se em maior concentração nas folhas, com destaque para o teor de isovitexina, principalmente na fase de pré-floração e floração desta espécie.


Marcador Químico:

Vitexina.


Alegações:

Quadros leves de ansiedade e insônia, como calmante suave.


Parte Utilizada:
Folhas.

Via de Administração:
Oral.

Uso:
Adulto e Infantil.

Posologia Recomendada:

Infusão: 3g (1 colher de sopa) em 150 ml (xícara de chá). Utilizar 1 xícara de chá de 1 a 2 vezes ao dia.


Formulações Caseiras:

Estado depressivo em virtude do alcoolismo; ansiedade; estados nervosos; insônia: em 1 xícara (chá), coloque 1 colher (sopa) de folha bem picada e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 2 xícaras (chá) ao dia, de preferência uma à noite, antes de se deitar.

Hemorroidas; reumatismo; inflamações cutâneas; erisipela: coloque 2 colheres (sopa) de folhas fatiadas em 1 copo de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos e coe. Aplique nas regiões afetadas, com gaze ou pano. No caso de hemorroidas, pode-se ainda adicionar à água morna e fazer banho de assento.

Perturbações nervosas da menopausa; insônia; histeria; normalizador da pressão arterial: coloque 2 colheres (sopa) de folhas bem picadas em 1 xícara (chá) de álcool de cereais a 70%. Deixe em maceração por 5 dias e coe. Tome 1 colher (café), diluído em um pouco de água, 2 vezes ao dia, e se necessário, uma à noite, antes de se deitar.


Segurança e Restrições:
Contraindicações:

Não deve ser usado junto com medicamentos sedativos e depressores do sistema nervoso. Nunca utilizar cronicamente.

Efeitos Adversos Possíveis:

Seu uso pode causar sonolência.


Notas do Especialista:

Geléia: corte pela metade 1 kg de frutos maduros e retire com uma colher as sementes. Passe por uma peneira para extrair das sementes a parte do melaço (arilo) acidulado, apertando com um garfo. Reserve. Coloque em uma panela as metades dos frutos, cobrindo-as com água e cozinhe até que amoleça bem a polpa. Desligue o fogo e espere amornar. Em seguida, retire com uma colher a polpa das cascas e passe por uma peneira, obtendo uma massa. Coloque em uma panela essa massa, as partes do melaço que estava reservado e adicione 3 copos de açúcar. Misture bem e leve para cozinhar em fogo brando, mexendo sempre, até adquirir a consistência de geléia. Deixe amornar e coloque em vidros, fechando hermeticamente.


Referências Bibliográficas:

DINIZ et al., 2006. GUPTA et al, 1995. MATOS et al, 2001. MATOS, 1997a. MATOS, 1997b. MATOS, 1998. MATOS, 2000. MELO-DINIZ et al., 1998. SIMÕES et al. 1998. VIANA et al, 1998.


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